uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

AgroAlpiarça vende património para sair da crise

Cooperativa é detida em mais de 90 por cento pela câmara

Com a venda de um terreno com 20 hectares a cooperativa tenta sair da crise. O contrato de cessão da exploração à empresa municipal Patudos ainda não foi feito.

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
A Câmara Municipal de Alpiarça vai fazer uma permuta de terrenos com a cooperativa AgroAlpiarça, da qual é a principal cooperante. O objectivo é emparcelar uma propriedade municipal com cerca de cinco hectares com outro de 15 hectares pertença da cooperativa agrícola que está com grandes problemas financeiros. O espaço total vai ser depois vendido com a finalidade de sanear a crise de tesouraria da AgroAlpiarça.Segundo o vereador José Carlos Ferreirinha (PS), o terreno a vender situa-se na zona designada por Quinta de São João. Acrescenta que a parcela pertença da cooperativa não tem sido usada e geralmente é arrendada a terceiros. “Com esta venda pretende-se dar algum fôlego à AgroAlpiarça”, sublinhou. A cooperativa, detida em mais de 90 por cento pelo município, chegou a ter terrenos penhorados e foi necessário no final do ano passado a câmara injectar perto de 20 mil euros para evitar que quatro propriedades fossem a leilão. Ao todo a AgroAlpiarça devia 12.533,50 euros de retenções na fonte de IRS de vários períodos, aos quais acrescia juros de mora.O passivo da AgroAlpiarça em 2004 (último relatório de contas divulgado) era de 1,574 milhões de euros. Em 2001 o montante do passivo era de 1,135 milhões de euros.A Câmara de Alpiarça criou uma empresa municipal, a Patudos – Investimentos Agrícolas, para viabilizar economicamente a cooperativa AgroAlpiarça através de um contrato de cessão da exploração por 12 anos. Mas já passou um ano e até agora esse acordo não foi celebrado, apesar de ter sido nomeado um conselho de administração para a Patudos a um mês das últimas eleições autárquicas (9 de Outubro de 2005). Na altura o presidente do município, Joaquim Rosa do Céu (PS), invocou urgência na criação da empresa municipal. José Carlos Ferreirinha diz que a estratégia da Patudos era pôr a cooperativa a fazer agricultura biológica. Mas como o investimento neste ramo de agricultura é elevado e se está a avaliar a viabilidade económica desse tipo de produção, o contrato de concessão ainda não foi assinado.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...