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Carrinhas do União foram penhoradas

Carrinhas do União foram penhoradas

Pavilhão e autocarro do Vilafranquense estão na lista de penhoras

Todos os meses há uma penhora no Vilafranquense. Já só resta o autocarro e o pavilhão. O clube agravou a dívida de 3,7 milhões de euros e o futuro é cinzento.

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
As duas últimas carrinhas do União Desportiva Vilafranquense (UDV) foram penhoradas e o clube está em risco de perder o autocarro e o pavilhão José Mário Cerejo que inclui a sua sede social. Os bens estão na lista de penhoras a executar para pagar dívidas à Segurança Social e às Finanças.A informação foi confirmada a O MIRANTE pelo presidente do UDV Joaquim Pedrosa que está a negociar com a Segurança Social uma proposta para evitar as penhoras com garantias financeiras que até ao momento não foram conseguidas.São os pais dos jogadores dos escalões de formação que asseguram o transporte para os treinos e jogos até que seja encontrada uma solução.A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira está a acompanhar a situação e garantiu empenhamento. Maria da Luz Rosinha está a mediar as negociações para a aquisição de um terreno onde deverá ser instalado um posto de venda de combustíveis a concessionar pelo UDV. A edil estima que a operação permita arrecadar 0,5 milhão de euros. “Não chega e corremos o risco do dinheiro desaparecer para amortização das dívidas”, acrescenta.O clube tem uma dívida de 3,7 milhões de euros mais juros que foi apurada em Março e da qual não foi possível fazer qualquer amortização. “Temos tido uma penhora por mês”, referiu o presidente do UDV.Joaquim Pedrosa, antigo jogador e treinador que assumiu a liderança do clube em Novembro de 2005, tem a esperança de conseguir estancar as dívidas. Na abertura do espaço União, dinamizado por uma comissão que organiza a comemoração dos 50 anos do Clube, o empresário apelou à formação de uma comissão para angariação de fundos.A presidente da câmara responsabilizou os sócios. “Não basta pagar as cotas. A nossa responsabilidade é maior”, referiu perante mais de três dezenas de associados.Maria da Luz Rosinha elogiou a coragem do presidente do clube que lidera um grupo de 12 pessoas e “evitou que o clube fechasse as suas portas”. Joaquim Pedrosa está a lutar para assegurar a sobrevivência do União “em nome de centenas de jovens que praticam várias modalidades e em nome de um passado honroso com 50 anos de história”.Números assustadoresO Vilafranquense devia em Março de 2006 mais de 3,7 milhões de euros (3.712.697,23 €). O Estado, com 1,273 milhões de euros, entre impostos (IVA e IRC), Segurança Social, juros de mora e coimas, era o maior credor do clube. O valor em dívida a particulares e empresas privadas atingia quase o mesmo valor, cifrando-se em 1,122 milhões de euros. A Lindley Marinas, que construiu a marina fluvial, é, entre estes, o maior credor, reclamando 325 mil euros. A atletas e treinadores o clube deve 56 mil euros. O restante é dívidas variadas a fornecedores, empréstimos bancários, entre outros montantes mais pequenos.Nelson Silva Lopes
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