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Centro cultural arrojado no Bom Sucesso

Equipamento vai acolher colectividades em Alverca

A presidente da câmara de Vila Franca de Xira considera que este será o melhor espaço cultural do concelho.

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
A população do Bom Sucesso, Alverca, saiu à rua na tarde de domingo para assistir ao lançamento da primeira pedra do Centro Cultural do Bom Sucesso. O projecto do arquitecto Miguel Arruda, que representa um investimento superior a 1,7 milhões de euros, deve estar concluído em Maio do próximo ano.Nos últimos 15 anos quando Júlia Moita olhava da janela de sua casa via apenas “lixo e ervas” no espaço onde agora vai nascer o novo espaço cultural do Bom Sucesso. Por isso a moradora congratula-se pela obra que diz “vai ficar muito bonita” e que vai “dar outra vista ao bairro”.O Centro Cultural do Bom Sucesso, que vai ser edificado junto às minas de São Romão no âmbito do PROQUAL, destaca-se pelo seu carácter arrojado. As servidões militares e aeronáuticas existentes na zona levaram a que o espaço fosse pensado para nascer no subsolo. Para aumentar a luminosidade o edifício vai ser construído em torno de pátios que permitem a entrada de luz. O novo espaço cultural terá dois auditórios, um com 56 lugares e outro com 112, uma biblioteca, bar e um palco para ensaios. Na cobertura do edifício nascerá um espaço público de lazer com vista para o rio Tejo. O projecto prevê ainda uma ligação às minas de São Romão, o que, segundo a presidente da Câmara de Vila Franca, vai levar a que mais pessoas tenham contacto com este património valioso do Bom Sucesso. Na cerimónia de assinatura do auto de consignação e de lançamento da primeira pedra, Maria da Luz Rosinha considerou o edifício “o melhor espaço cultural do concelho” e uma “referência da arquitectura”.A edil lembrou ainda as outras obras em curso, o ATL e o Jardim Central, que visam requalificar zonas degradadas do Bom Sucesso. Segundo referiu, os três projectos inseridos no PROQUAL ultrapassam já os cinco milhões de euros. O Centro Cultural irá também acolher as associações do Bom Sucesso no chamado Pátio das Colectividades. O Grupo Coral Unidos do Baixo Alentejo é uma das colectividades que vai ter um lugar no novo edifício. O presidente do grupo, Alberto Amoroso, era o rosto da satisfação na tarde de domingo. Para o responsável este era um equipamento que “fazia falta há muito tempo” e que vai trazer à colectividade uma melhoria significativa no seu funcionamento. Criado em 1974, o grupo tem como objectivo preservar e divulgar as tradições do Alentejo, numa zona que há várias décadas os alentejanos escolheram para melhorar as suas condições de vida.Também o Centro Social e Cultural do Bom Sucesso (CSCBS) deverá instalar-se no Centro Cultural. O presidente da associação, José António Miguel, refere que com novas instalações o CCSB poderá “desenvolver melhor outras áreas da cultura”. O responsável reconhece que a mudança, que está ainda em discussão com a autarquia, “vai custar a muitos sócios”. É que as actuais instalações da colectividade foram construídas com a mão-de-obra de muitos deles, há cerca de 30 anos, tendo por isso um importante valor sentimental.

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