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Chamusca preocupada com a saúde

Chamusca preocupada com a saúde

Abaixo-assinado posto a circular contra suposta redução de serviços

A dificuldade em encontrar médicos dispostos a trabalhar no concelho de Chamusca pode reflectir-se num futuro próximo nos serviços de saúde.

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
Notícias confusas sobre a possível redução de cuidados primários de saúde no concelho da Chamusca estão a motivar apreensão entre cidadãos e políticos de todos os quadrantes. O assunto foi motivo de discussão na reunião da assembleia municipal de sexta-feira e corre já por todo o concelho um abaixo-assinado para contestar essa possível alteração.Um movimento de cidadãos, intitulado “Comissão de Utentes da Saúde do Concelho da Chamusca”, pôs a circular um abaixo-assinado para lutar pela manutenção do actual horário do Centro de Saúde da Chamusca e contra o encerramento das extensões de saúde das restantes freguesias do concelho.As notícias que correm é de que os responsáveis pela saúde no distrito de Santarém se preparam para dar corpo à política do Governo para o sector, e assim não só limitar o encerramento do Centro de Saúde às 20h00, como também fechar pelo menos algumas das extensões de saúde. Na assembleia, ao mesmo tempo que se solidarizaram com a “Comissão de Utentes da Saúde do Concelho da Saúde”, os eleitos da CDU e do PSD/CDS pediram explicações ao executivo. A vereadora Manuela Marques informou que, segundo informação do director do Centro de Saúde de Chamusca, há efectivamente dificuldade em encontrar médicos dispostos a vir para a Chamusca. Foi referido também que há pelo menos três clínicos à beira da reforma, situação que pode trazer algumas consequências para o funcionamento do serviço. “Mas foi-me dada a garantia de que até final do ano não vai haver qualquer alteração no funcionamento quer do centro quer das extensões. Esta é portanto a informação que lhes posso dar”, garantiu a vereadora.A CDU criticou o facto de se querer acabar com o sistema actual, para criar as tão badaladas unidades de saúde familiar, uma situação que seria desastrosa para os utentes do concelho. Também aí a vereadora garantiu que não vai ser criada qualquer uma dessas unidades. “Segundo o director do Centro de Saúde, o problema que se põe é em relação às extensões de saúde do norte do concelho - Chouto, Parreira, Ulme e Vale de Cavalos - onde prestam serviço alguns dos médicos que estão à beira da reforma. Mas de forma alguma vai ser criada qualquer unidade de saúde familiar”, afirmou Manuela Marques.Estas situações foram confirmadas pelo director do Centro de Saúde de Chamusca, Artur Barbosa. O clínico garantiu que tudo tem feito para encontrar médicos dispostos a trabalhar no concelho, mas tem sido uma tarefa difícil. Admitiu ainda não saber o que vai acontecer no próximo ano.Entretanto na assembleia, a CDU criticou o silêncio dos eleitos do PS. E em resposta, o presidente da Junta de Freguesia do Pinheiro Grande, José Augusto Carrinho, garantiu não aceitar lições de moral de nenhum dos eleitos da CDU, porque na altura em que fecharam o hospital e o Centro de Saúde passou a fechar à meia-noite, foi apenas o PS que se manifestou contra. “Agora garanto que todos estamos contra o encerramento de qualquer extensão ou diminuição de horário no Centro de Saúde, mas não andamos para aí a apregoar. Fazemos chegar a nossa oposição pelos canais mais correctos”, garantiu.
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