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Deficiências do cine-teatro continuam por resolver

Deficiências do cine-teatro continuam por resolver

Câmara de Almeirim está há um ano para resolver problemas

Serviços técnicos estão a fazer um levantamento para apurar se a responsabilidade das anomalias é do projectista ou do empreiteiro.

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
Dos cine-teatros da região que abriram ao público recentemente e nos quais foram detectados problemas de segurança, o de Almeirim é o único onde ainda não foram corrigidas as deficiências detectadas numa vistoria da IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais). A situação arrasta-se há um ano. A situação já levou a IGAC a oficiar o município no sentido de este informar se já fez as obras necessárias para se poder passar a licença de recinto de espectáculos. Já que o cine-teatro tem estado a funcionar com uma autorização provisória. Segundo a inspectora-geral das Actividades Culturais, Paula Andrade, foi solicitado à autarquia que informasse sobre a “satisfação das condicionantes da vistoria, tendo em vista o agendamento de nova vistoria”. O espaço tinha sido vistoriado antes de abrir em 24 de Setembro de 2005. As anomalias detectadas foram a falta de revestimento anti-fogo em algumas portas, ausência de mecanismos anti-derrapantes em algumas áreas do pavimento e a falta de certificado a garantir as características de resistência ao fogo dos tecidos utilizados no cine-teatro. Algumas portas também não estavam a abrir no sentido correcto de modo a facilitar a evacuação do espaço. Segundo o vereador José Carlos Silva, os serviços técnicos da autarquia estão a fazer um levantamento da situação no sentido de apurar as responsabilidades das anomalias. Informa que o auto de vistoria da IGAC foi enviado para o projectista e para o construtor mas até agora só o primeiro deu resposta declinando algumas responsabilidades. José Carlos Silva quer resolver a situação até final do ano.A vereadora da CDU na Câmara de Almeirim, através de um comunicado de imprensa, considera a abertura do cine-teatro sem todas as condições de segurança garantidas como “uma atitude de grande irresponsabilidade”. Manuela Cunha lamenta que não tenham sido aproveitadas as férias de Agosto, em que o espaço não recebeu actividades, para fazer as obras. Explica a inspectora geral das actividades culturais que a IGAC privilegia o acompanhamento destas situações, optando numa primeira fase pela sensibilização dos exploradores para a resolução dos problemas. Mas admite que se não existirem condições de segurança, nem resposta e colaboração dos responsáveis para resolver as anomalias, que se pode determinar o encerramento dos recintos e proibir qualquer actividade.No caso do Cine-Teatro Virgínia, em Torres Novas, Paula Andrade diz que as anomalias em algumas guardas de protecção, na sinalização de segurança e no pavimento “encontram-se satisfeitas”. Pelo que a vistoria vai ser efectuada em breve. Sobre os auditórios do Centro Cultural do Cartaxo, logo após a vistoria, diz a inspectora-geral, foram efectuadas reuniões com os projectistas para análise de soluções tendo em vista satisfazer as falhas detectadas. Garantiu que de acordo com contactos recentes “as condicionantes mais relevantes encontram-se satisfeitas”. Em relação ao cine-teatro S. João no Entroncamento, que estava a funcionar sem qualquer licença, a IGAC diz que a câmara municipal já entregou os projectos para a remodelação do edifício. E que tem estado a acompanhar o funcionamento do recinto actualmente. “O fundamental interesse é a segurança funcional do recinto. Pelo que a IGAC privilegia antes de mais que o espaço esteja por nós acompanhado e que, sem prejuízo do decurso do processo de licenciamento, os espectáculos sejam organizados em segurança”, sublinhou Paula Andrade.
Deficiências do cine-teatro continuam por resolver

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