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IC 9 parado por falta de assinatura ministerial

IC 9 parado por falta de assinatura ministerial

Presidente de Junta de Freguesia de Casais diz que Governo anda a brincar com as pessoas

Se a necessária assinatura ministerial não for rubricada a curto prazo o presidente da Junta de Casais promete retaliar e pôr toda a população na rua a manifestar-se.

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
As obras do IC9 no troço Algaz/Carregueiros estão paradas há mais de uma semana por falta de uma assinatura ministerial. A revelação foi feita na sexta-feira, na sessão da Assembleia Municipal de Tomar, pelo presidente da Junta de Freguesia de Casais, Jaime Lopes (PSD). O autarca diz que o empreiteiro responsável pela construção do IC9 lhe garantiu que as obras não avançam por faltar o necessário despacho ministerial.“Isto é uma situação inadmissível”, referiu Jaime Lopes levando mesmo os deputados a aprovarem por unanimidade uma recomendação para que a câmara intervenha junto do poder central no sentido de apurar as razões para as obras estarem paradas.“Primeiro cortaram caminhos para fazer a via, agora nem fazem a estrada nem repõem as condições para a população da freguesia circular. As pessoas têm de andar pelo meio de olivais para chegar a casa”, criticou o presidente da junta.Jaime Lopes diz que a actual situação se deve apenas a uma questão política. “Segundo sei, todos os problemas que tinham sido levantados, inclusive pela Quercus, estão desbloqueados”.O presidente da Câmara de Tomar, António Paiva (PSD), confirma ter conhecimento oficial que quer a Direcção Geral de Florestas quer o Ministério do Ambiente já deram parecer positivo, pedido pela empresa Estradas de Portugal, para o avanço da obra. Isto após a empreitada ter sido contestada devido ao corte de árvores protegidas, nomeadamente sobreiros. “Falta apenas uma decisão política, a assinatura ministerial”, diz António Paiva, acrescentando não saber se será preciso apenas a assinatura do ministro das Obras Públicas ou se o documento terá de ser assinado “por mais ministros”, nomeadamente os do Ambiente e da Agricultura.“O que é curioso é que na prática a obra foi avançando mesmo sem os tais pareceres e agora que eles estão feitos, e são positivos, os trabalhos pararam”, refere o presidente do município, adiantando que a obra é demasiado importante para sofrer mais entraves e prometendo resolver a questão o mais rapidamente possível.Para o presidente da Junta de Casais, o Governo anda a brincar com as pessoas. “Quando questionei o empreiteiro por causa da saída as máquinas do local, e pelo facto de não deixarem uma alternativa à população, a resposta foi de que podiam fazer os pilares da obra de arte mas como não podiam fazer ainda o tabuleiro não valia a pena avançarem”. Se a necessária assinatura ministerial não for rubricada a curto prazo o presidente da junta promete retaliar. E pôr toda a população na rua, a manifestar-se. O MIRANTE contactou o gabinete de comunicação da Estradas de Portugal para obter esclarecimentos sobre o assunto mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.Margarida Cabeleira
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