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ICN quer mudar gestão dos parques naturais

Prevista a criação de cinco áreas classificadas
Edição de 04.10.2006 | Sociedade
O projecto de reestruturação do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) prevê o agrupamento das áreas protegidas do país em cinco Áreas Classificadas - de Montanha, de Zonas Húmidas, Litoral Norte, Litoral Sul e Interior - que integram ainda as Zonas de Protecção Especial (ZPE) e os Sítios da Rede Natura 2000 das áreas de influência.Segundo a proposta, e no que respeita às áreas protegidas da região, as reservas naturais do Tejo e do Paul do Boquilobo ficam na Área Classificada de Zonas Húmidas juntamente com as congéneres do Sado, Arzila, Castro Marim, São Jacinto e Santo André.Os parques naturais das serras de Aire e Candeeiros, Sintra e Litoral Norte, juntamente com a Reserva Natural da Berlenga e a Paisagem Protegida de Montejunto integram a área Classificada Litoral Norte.A proposta que está a ser alvo de consulta prevê ainda agregar no Litoral Sul os parques naturais da Ria Formosa, Sudoeste Alentejano e Arrábida, juntamente com a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica.Na Área Classificada do Interior juntam-se os restantes quatro Parques Naturais - São Mamede, Tejo Internacional, Douro Internacional, Guadiana - e a Reserva Natural da Malcata.O presidente do instituto, João Menezes, em declarações à agência Lusa, minimizou a proposta de reestruturação dizendo tratar-se "apenas de um documento interno de trabalho", mas adiantou concordar com a necessidade de reduzir o número de directores das áreas protegidas."Apesar de ter algumas reservas face ao projecto, posso adiantar que há alguma concordância sobre a necessidade de mudar a gestão das áreas protegidas e reduzir o número de dirigentes. É impossível continuar a despachar com 35 pessoas", disse, referindo-se aos directores de áreas protegidas e outros dirigentes .O projecto de reestruturação foi elaborado por um director de uma área protegida e outro dos serviços centrais, cujos nomes João Menezes se escusou a adiantar, e está a ser alvo de consulta pelas direcções das áreas protegidas."O projecto não vincula nem reflecte a posição da presidência, só vincula as pessoas que o fizeram", ressalvou o presidente do ICN, adiantando que, só depois de publicada a lei orgânica do Ministério do Ambiente, agendada para Outubro, o ICN tem um prazo de 90 dias para apresentar ao Governo o seu projecto de reestruturação.O MIRANTE/Lusa

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