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Prioridade aos afectos

Associação precisa de uma nova casa para apoiar mais utentes
Edição de 04.10.2006 | Sociedade
A AIPNE nasceu há três anos a partir da vontade de um conjunto de alverquenses que queriam dar respostas à inserção na comunidade de pessoas com necessidades especiais, quer sejam motoras, quer sejam intelectuais ou psíquicas. O objectivo perseguido pela associação é ajudar os jovens, a partir dos 16 anos, a ganhar alguma autonomia.A acção da AIPNE divide-se em três valências: o CAO, o Centro de Emprego Protegido e a formação profissional. Actualmente 28 pessoas frequentam a formação profissional em empresas com as quais a associação celebrou acordos. As áreas vão desde a carpintaria, jardinagem e calcetaria à hotelaria e restauração. No Centro de Emprego Protegido, na área do calçado, trabalham sete pessoas que aprendem o ofício e se preparam para integrar o mercado de trabalho. No CAO estão diariamente 14 utentes que desenvolvem várias actividades com o fim de alcançarem maior autonomia em questões de residência, saúde ou de gestão orçamental.A coordenadora da CAO sublinha que a inserção da comunidade dos jovens com deficiência passa também pelos afectos. “Privilegiamos muito os afectos com vista à satisfação das necessidades mais básicas dos nossos utentes”, explica Helena Matos. O próximo grande projecto da AIPNE é a construção das novas instalações, cujo projecto já está pronto. Segundo o presidente da associação, António Riço Calado, a Câmara de Vila Franca já cedeu um terreno junto às piscinas de Alverca onde deverá nascer um equipamento que ultrapassa os dois milhões de euros. “Não me pergunte como vamos conseguir isso, mas havemos de conseguir”, refere o responsável.No espaço pretendem centralizar a formação profissional, o CAO, salas para a prática desportiva e para teatro e ainda uma residencial, para jovens deficientes sem apoio familiar. António Riço Calado frisa que com o novo espaço a AIPNE vai poder receber mais utentes e aumentar a qualidade do apoio prestado.

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