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Silvino Rosa debaixo de fogo

Edição de 04.10.2006 | Sociedade
O presidente da Junta de Pedrógão, Silvino Rosa (CDU), foi acusado na sessão da assembleia de freguesia de sexta-feira de violar e ocultar correspondência dirigida ao presidente da assembleia de freguesia, João Cerqueira (PS). E voltou a ser acusado de ilegalidade, por supostamente existir na sede da junta um computador que identifica os conteúdos pesquisados no espaço internet. E ainda por não existir uma tabuleta que informe os munícipes de que naquele edifício existe um sistema de vídeo-vigilância bem como por gastar os rendimentos que aufere da junta, para se auto-elogiar.Sem perder a calma, Silvino Rosa recusou todas as acusações, à excepção da primeira. O presidente da junta deu a mão à palmatória e admitiu que “por engano, a funcionária da junta abriu a correspondência”, e que a mesma não foi entregue ao destinatário “por esquecimento”. Mas, quando questionado sobre a forma como gasta o dinheiro que recebe ao final do mês, o presidente da junta perdeu a paciência e os ânimos chegaram mesmo a exaltar-se.Na opinião de João Cerqueira, o presidente da junta deveria de “abdicar desse rendimento em prol da freguesia, como fazem outros presidentes. E não usá-lo para se auto–elogiar”. O presidente da assembleia referia-se a uma pedra que está colocada à entrada da sede da junta de freguesia, com uma inscrição em nome do presidente da junta, e que este ofereceu à freguesia aquando da inauguração do novo edifício da autarquia.Silvino Rosa não gostou da consideração e disparou na direcção de João Cerqueira: “Só me faltava agora era que o senhor me exigisse um relatório ao final do mês, com a descrição de onde é que eu gasto o meu dinheiro. Mas se quiser eu até lhe trago um resumo da minha conta bancária”.Da ordem de trabalhos da assembleia de freguesia constava um esclarecimento do presidente da junta relativamente à dita pedra ornamental. Silvino Rosa explicou que quis “fazer uma surpresa à população” e que todos os encargos foram suportados por si, e não pela junta. Ainda assim, João Cerqueira teimou que “a pedra está em situação ilegal, porque não foi aprovada a sua colocação, pela Assembleia”. Pelo que foi colocada nas mãos dos deputados, a decisão sobre a manutenção ou retirada da pedra da entrada da junta. No final, por maioria, decidiu-se pela manutenção da pedra.

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