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O passado e o futuro da Filarmónica de Alverca

O passado e o futuro da Filarmónica de Alverca

Colectividade comemora 132 anos com forte participação da juventude

Na festa dos 132 anos da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense evocou-se o passado e lançou-se uma semente de esperança no futuro.

Edição de 11.10.2006 | Cultura e Lazer
O quinteto de jovens músicos que contemplou os convidados com o “Ensemble de Clarinetes de Alfredo Lopes” na tarde de sábado é um exemplo da garantia de que a velhinha Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense (SFRA) tem futuro e não se acomoda aos seus 132 anos de história.Sob a direcção da maestrina, Ana Firme, Sofia Amaral, Joana Rodrigues, Milton Brito, Rui Brito e Pedro Moreira tocaram os parabéns a você e uma série de peças que encantaram o auditório. “Eles são o futuro desta casa”, comentou um velho músico da banda, enquanto se preparava para mais um concerto. A música é o ex-libris de uma colectividade que não parou no tempo e alargou o leque da sua actividade às necessidades dos novos tempos. Dança, teatro, artes plásticas e desporto movimentam mais de um milhar de participantes.Antes da sessão solene, foi inaugurada na galeria do primeiro andar, uma exposição de pintura da autoria de artistas jovens e menos jovens que desenvolvem a sua veia artística na colectividade. A SFRA é uma das colectividades mais ecléticas do concelho de Vila Franca de Xira e os seus sócios têm orgulho disso. Na sessão solene, que encerrou as comemorações, dezenas de associados receberam os emblemas pelos 25 anos de ligação à SFRA e um sócio foi contemplado com o emblema de ouro pelos 50 anos de filiação.Visivelmente debilitado, Lino Soares foi ajudado pela filha e pelo presidente da colectividade para subir ao palco onde foi agraciado e aplaudido. Com emoção agradeceu. “Muito obrigado e muitas felicidades para a nossa Filarmónica. Que continue por muitos anos”, desejou.O futuro da SFRA não pode ser posto em causa, mas as dificuldades são muitas. Os encargos financeiros que resultaram da construção da nova sede são difíceis de suportar e o Ministério da Cultura tarda em honrar os seus compromissos. O presidente da direcção, Sérgio Leitão está de saída (ver texto), mas garante que deixa uma tesouraria estabilizada e uma estrutura organizacional a funcionar.O vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, enalteceu as qualidades pessoais e profissionais de Sérgio Leitão. “Temos orgulho na SFRA e em agentes associativos como o senhor”, referiu. Alberto Mesquita congratulou-se com o facto de Sérgio Leitão deixar a casa arrumada. “Vai ser uma transição tranquila”, vaticinou.Os elogios ao presidente da SFRA e aos restantes órgãos sociais foram transversais a todos os discursos na sessão solene. O ainda líder da SFRA não disfarçou a emoção e agradeceu o reconhecimento feito ao esforço desenvolvido nos últimos oito anos. Nelson Silva Lopes
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