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Escolas municipais de natação são um erro das autarquias

Edição de 11.10.2006 | Desporto
Para o presidente da Associação de Natação do Distrito de Santarém o trabalho desenvolvido pelas autarquias do distrito de Santarém no sector da natação foi de grande qualidade. No entanto, a criação de escolas de natação municipais é um erro muito grande e que pode trazer problemas graves para a competição e para as próprias autarquias.Segundo Carlos Gonçalves, a criação de escolas municipais de natação teve apenas por parte das autarquias o objectivo de ir buscar algumas verbas que os clubes recebiam e criar uma natação para a parte recreativa e para a terceira idade.“Com a desculpa de que as piscinas têm uma gestão muito cara algumas autarquias criaram essas empresas e sugaram toda a margem de manobra aos clubes e isso pode vir a ser muito mau para a competição. Mesmo os casos de parcerias com clubes, em que as autarquias ficam com a manutenção e a recreação e os clubes com a competição, estão condenados ao fracasso. Os jovens que fazem a sua formação na escola, depois não se sentem ligado aos clubes”, explica Carlos Gonçalves.Para o ainda presidente da ANDS, as instituições fazem-se com pessoas válidas, com qualificação e vontade de trabalhar. Por isso, se qualquer autarquia tiver como objectivo fazer a formação, o aperfeiçoamento e competição, é tão competente como qualquer clube. Mas se o objectivo for só o da adaptação ao meio aquático e a manutenção, “é um elemento castrador e não tem qualquer viabilidade desportiva seja de que nível for. E vai impedir a evolução dos jovens nadadores do distrito”, garante o presidente da ANDS.Carlos Gonçalves vai mais longe e afirma que a continuarem com as escolas de natação, e se não mudarem para outro modelo de desenvolvimento, as autarquias sofrerão, a médio prazo, um grande revés. “A justificação de que havia que ir buscar algumas verbas para ajudar na manutenção das piscinas é um engano. De certeza que se as autarquias estivessem a receber uma compensação dos clubes, era muito mais vantajoso para todos. No sistema em que estão, as autarquias gastam muito mais dinheiro do que nos acordos com os clubes e não promovem qualquer desenvolvimento entre os jovens”, completa.

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