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Empresa municipal Rumo 2020 pode avançar

Empresa municipal Rumo 2020 pode avançar

Assembleia do Cartaxo aprovou com os votos da maioria socialista

A Rumo 2020 irá ser responsável pela construção e gestão do futuro pavilhão desportivo do Cartaxo.

Edição de 11.10.2006 | Política
A Câmara do Cartaxo vai criar uma empresa municipal designada Rumo 2020 que terá na sua competência a gestão de áreas tão importantes como a requalificação urbana e ambiental, a construção e gestão de habitação social, construção de vias municipais, bem como a construção e exploração de equipamentos desportivos e de lazer.O projecto mais próximo em que a Rumo 2020 terá acção directa será a construção do futuro pavilhão desportivo do Cartaxo. A construção do equipamento estará a cargo da empresa escolhida pela empresa municipal, no âmbito de uma parceria público-privada. A exploração do espaço será cedida por 20 anos, mediante pagamento de uma renda mensal.Durante a discussão da proposta de criação da empresa na última assembleia municipal, o deputado do PSD, Vasco Cunha, recordou que o seu partido já tinha proposto em 2001 a criação de uma empresa semelhante destinada a gerir as áreas do desporto e da cultura. Na altura o PS votou contra.“Uma empresa municipal pode ser mais produtiva que uma câmara mas o objecto social da empresa proposta é de uma vastidão que não faz sentido”, sublinhou.Vasco Cunha quis saber como é que o pavilhão desportivo irá ser construído por um privado se a autarquia não se pode endividar mais devido aos constrangimentos legais. “Terá de ser o privado a financiar a construção do equipamento. Qual é a contrapartida para este?”, questionou o deputado. Que manifestou ainda dúvidas sobre como irão ser cedidos os direitos de exploração. O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), garante que a empresa municipal não vai servir para colocar funcionários da câmara, políticos remunerados ou tachos. E que a câmara continua a ter poder de decisão. “Serve para concretizar objectivos, como Azambuja fez com a empresa municipal de construções. Para uma gestão mais eficaz de meios, à semelhança do que várias autarquias CDU, como Almada, Setúbal ou Palmela também fizeram”, ironizou o autarca em relação às críticas da CDU. Délio Pereira tinha questionado o que iriam fazer os vereadores do executivo sem tantas competências.Paulo Caldas acrescentou ainda que parcerias com consórcios privados, acordos técnico-financeiros entre accionistas e arrendamento de equipamentos a entidades serão formas de encontrar financiamentos para a acção da empresa municipal.Na discussão da proposta o BE, por intermédio de Francisco Colaço, considerou que a criação de uma empresa municipal significa sustentar administradores, motoristas e administrativos, bem como fugir com as contas à vigilância do Estado.Na votação CDU e BE votaram contra a criação da empresa, enquanto o PSD se absteve. A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PS.
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