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Centro de Saúde de Azambuja sem estacionamento

Centro de Saúde de Azambuja sem estacionamento

Expropriação de terrenos para parque de viaturas só agora está a avançar

O novo Centro de Saúde de Azambuja, que continua fechado há mais de ano e meio, não tem espaços de estacionamento suficientes. A expropriação para avançar com o parqueamento só agora arrancou.

Edição de 11.10.2006 | Sociedade
A expropriação dos terrenos da Quinta dos Gatos, na zona onde vai ser construído o parque de estacionamento de apoio ao novo Centro de Saúde de Azambuja, só está agora arrancar.A proposta de tomada de posse administrativa dos prédios urbanos pela Câmara Municipal de Azambuja foi levada à última reunião do executivo, realizada segunda-feira à tarde, mais de ano e meio depois da nova unidade de saúde ter ficado concluída.A obra de construção do Centro de Saúde é da Sub-região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, mas por acordo entre partes ficou decidido que a autarquia procederia à construção do parque de estacionamento.Em Agosto deste ano a coordenadora da sub-região de saúde garantiu a O MIRANTE que a unidade entraria em funcionamento ainda este ano, o que até agora ainda não aconteceu. O centro de saúde continua a funcionar no piso térreo do velho edifício do Largo da Areeira. Com a falta de estacionamento a situação fica ainda mais complicada, já que as novas instalações comportam poucos lugares de estacionamento para veículos de emergência, como constatou o próprio vice-presidente da Câmara de Azambuja, Luís de Sousa.“O edifício tem um espaço para uma ambulância à entrada, mas não cabe lá muito mais do que isso”, analisou, acrescentando que a construção do parque é importante já que não existem alternativas na zona envolvente não só para os veículos prioritários como para os próprios utentes.O projecto do novo centro de saúde foi aprovado há cerca de oito anos ainda durante o mandato de João Benavente. Luís de Sousa lembra que quando o novo executivo chegou à câmara tentou alertar para as dificuldades que a exiguidade iria colocar. “Foi-nos dito que se fosse preciso fazer novo projecto o centro de saúde iria demorar mais 10 anos a ser construído”, recorda Luís de Sousa.As parcelas de terreno, situadas no núcleo urbano da vila, estão ocupadas por barracões e são propriedade particular. A autarquia chegou a acordo com um dos proprietários, mas os restantes consideram o valor da proposta da câmara reduzido, o que levou a edilidade a avançar para a expropriação. Segundo a avaliação de um perito exterior à autarquia os terrenos custam globalmente 119 mil euros. No local serão construídos 26 lugares de estacionamento.A autarquia partiu para processo de expropriação, mas o vice-presidente garante que continuará a tentar chegar a acordo relativamente ao montante da indemnização, tal como tem acontecido até agora.No ano passado a câmara pediu à Direcção Geral das Autarquias Locais a declaração de utilidade pública que só chegou à autarquia em Setembro. Agora será preciso ainda vistoria do Tribunal da Relação antes da câmara tomar posse administrativa, processo que ainda demorará longos meses.As obras do parque de estacionamento estão integradas na quinta fase do projecto Polis de requalificação do núcleo central da vila. O concurso para a empreitada já foi aberto e a intervenção poderá arrancar durante o próximo mês de Novembro.Ana Santiago
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