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Cinco prédios deixados a meio

Cinco prédios deixados a meio

Na Urbanização dos Chãs em Aveiras de Cima

Na urbanização dos Chãs, em Aveiras de Cima, cinco prédios continuam por acabar. A Câmara Municipal de Azambuja decidiu activar a garantia bancária para terminar as infra-estruturas.

Edição de 11.10.2006 | Sociedade
Cinco prédios que estavam a ser construídos no final da Urbanização dos Chãs, em Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, foram abandonados pelo empreiteiro há mais de um ano por alegadas dificuldades económicas.As infra-estruturas básicas do loteamento não estão ainda concluídas e por isso a Câmara Municipal de Azambuja decidiu activar a garantia bancária para assegurar a conclusão da obra, depois dos serviços da autarquia não terem conseguido localizar o empreiteiro.Ao que O MIRANTE apurou a garantia foi activada ao início da semana e visa custear os trabalhos de ligação de água, electricidade e gás ao local.Os lotes inacabados da urbanização, localizados junto ao nó de Aveiras de Cima à A1, estão desocupados, mas uma das fracções já chegou a estar habitada, como confirmou ao nosso jornal um dos moradores da zona. As marcas da passagem dos inquilinos são visíveis da varanda. Ainda se vislumbram dois vasos vazios colocados sobre o gradeamento. O cenário global é de abandono. A vegetação abunda na estrada e já oculta o espaço dos passeios. A casa de banho amovível utilizada pelos trabalhadores das obras está de portas abertas entre dois dos prédios. E há uma mangueira que atravessa dois lotes.“Já ouvi dizer que alguns apartamentos foram vendidos duas vezes”, comenta um dos moradores do bairro. O presidente da Câmara Municipal de Azambuja explicou que ao nosso jornal que a autarquia irá assegurar o acabamento da obra, incluindo os arranjos exteriores, mas lembra que a partir dessa altura a câmara deixa de ter responsabilidades no processo.O promotor da urbanização, José Luís Anastácio, que posteriormente já vendeu os prédios, é o mesmo empreiteiro dos restantes edifícios da urbanização, cuja construção foi considerada irregular em 2004 no âmbito de uma inspecção do IGAT (Inspecção Geral da Administração do Território). O licenciamento da urbanização construída há cinco anos foi considerado nulo pelo Ministério Público. Na opinião dos inspectores do IGAT os prédios teriam mais um piso que o permitido pelo Plano Director Municipal. Um entendimento diferente dos técnicos da câmara do executivo liderado pelo antigo presidente da autarquia, João Benavente, que licenciaram as construções considerando que a cave e garagem não contavam como um piso.Contactado pelo nosso jornal José Luís Anastácio disse desconhecer qualquer intenção da Câmara Municipal de Azambuja em resgatar a garantia bancária. “Tenho que falar com o meu advogado”, disse a O MIRANTE.O empresário confirma que as dificuldades financeiras ditaram a paragem das obras, mas culpa a Câmara Municipal de Azambuja por não ter autorizado o levantamento da garantia bancária da EDP para que a obra fosse concluída. “Faltavam apenas 25 mil euros para acabar a obra e a garantia bancária global é superior a 150 mil euros”, ilustrou.José Luís Anastácio disse ainda que está a trabalhar na região de Lisboa para garantir o dinheiro suficiente para concluir a urbanização ainda este ano, lamentando profundamente a forma como foi tratado pela autarquia de Azambuja.Ana Santiago
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