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Defeitos da obra prejudicam moradores

Defeitos da obra prejudicam moradores

Conclusão do Parque Urbano do Forte da Casa anunciada para Novembro

A obra do Parque Urbano do Forte da Casa continua a gerar polémica. Aos atrasos juntam-se os prejuízos dos moradores que pagam a factura dos erros de quem projectou e construiu.

Edição de 11.10.2006 | Sociedade
se do Parque Urbano do Forte da Casa arrancou em Fevereiro com 90 dias de prazo, mas passados sete meses ainda não está concluído. Problemas derivados da natureza irregular dos terrenos atrasaram a obra. Recentemente as chuvas provocaram a derrocada de terras para os terraços de alguns prédios que confinam com o parque.A precipitação que se verificou no Forte da Casa há cerca de três semanas arrastou terras do Parque Urbano para o terraço de Maria Rita. A moradora de um dos prédios da rua Alves Redol diz que o terraço “ficou cheio de terra e lama. Tive que tirar aquilo com um balde e uma pá”. Um outro morador do prédio explica que “as terras estão mesmo encostadas ao terraços e sempre que chover vão cair para o terraço porque estão soltas”. Maria Aldina Pereira tem um estabelecimento comercial por baixo de um dos terraços e receia as infiltrações. “Isto não ficou lá muito bem feito. Devia dar mais garantias de segurança”, defende a comerciante.Preocupados com a possibilidade de novas derrocadas os moradores entregaram já um abaixo-assinado à Junta de Freguesia do Forte da Casa para alertar para o problema e reclamar soluções. No documento os moradores chamam ainda a atenção para o facto do sistema de rega da relva do parque estar também a “encharcar” os terraços e a roupa que aí estendem.O presidente da autarquia local, António José Inácio, refere que a junta já conhece a situação, também já comunicada à Câmara Municipal de Vila Franca, responsável pela obra. De acordo com a autarquia vilafranquense, as medidas a tomar para evitar novos deslizamentos de terras vão passar, entre outras, pela colocação de mantas e reforço das redes de drenagem com vista à estabilização dos taludes. A câmara adianta que também a questão do sistema de rega será corrigida, acrescentando que o problema terá sido causado “ por mão humana que tenha alterado o direccionamento dos pivot’s”.O presidente de Junta de Freguesia do Forte da Casa refere ainda que a par desta correcção serão feitas outras na sequência de erros detectados entretanto. Entre eles estão os muros de retenção de terras que não são suficientemente elevados e que originaram já a queda de terras para um caminho pedonal. Também já está a ser alterada a configuração dos corrimões que tinham acabamentos facetados apresentando-se como potencialmente perigosos.Moradores apoderam-se do estacionamentoO desespero pelo prolongamento das obras e a falta de estacionamento na rua 25 de Abril levaram alguns moradores a começar o estacionamento do Parque Urbano. Há cerca de duas semanas arrancaram as vedações que impediam o acesso ao parque e passaram a estacionar aí os seus veículos. Francisco Dores, moradora na rua, é um dos utilizadores do estacionamento. “Andamos aqui sempre aflitos para estacionar o carro, estava aqui este já pronto há mais de um mês e continuava fechado. Alguém decidiu cortar as vedações e começamos a estacionar aqui”. Um outro morador da zona aprova a decisão e justifica-a coma dificuldade de encontrar estacionamento na zona. O residente mostra-se, no entanto, preocupado com o facto de ainda não haver iluminação no parque, “isto assim à noite fica perfeito para assaltos”, alerta.Sara Cardoso
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