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Moradores de Várzeas queixam-se da invasão de moscas

Moradores de Várzeas queixam-se da invasão de moscas

Situação agravou-se nas duas últimas semanas

Os moradores relacionam a proliferação de insectos com a actividade de um aviário na vizinhança. A Câmara do Cartaxo avisa a empresa para cumprir as normas.

Edição de 11.10.2006 | Sociedade
Nas duas últimas semanas as moscas atacaram em força na zona das Várzeas, arredores do Cartaxo. Uma situação que está a incomodar os moradores que há cerca de dois anos não tinham problemas semelhantes. Segundo Paulina Teixeira, as situações mais incomodativas verificam-se à hora das refeições, em que diz ser impossível fazer comida no exterior ou manter janelas abertas. “Basta fazer um churrasco para nos vermos rodeados de dezenas de moscas. Temos de cozinhar e fugir para casa”, explica a moradora da urbanização S. Francisco, que já colocou redes de protecção nas janelas de casa contra os insectos.Outro morador da urbanização, Rui Canteiro, diz que muitas vezes já nem abre as janelas. José Ferraz considera que a presença anormal de moscas só pode ter duas origens: um aviário ou uma exploração pecuária que distam algumas centenas de metros.“Há dois anos o assunto foi discutido numa reunião de câmara e o proprietário do aviário resolveu o assunto vedando o espaço dos resíduos para não emitir cheiros e atrair moscas”, recorda o morador da urbanização.Na urbanização S. Francisco há 15 moradias mas na zona das Várzeas existem muitas mais casas que se situam perto do aviário, de onde se suspeita que o problema tenha origem. Os moradores já experimentaram colocar produtos para matar moscas, mas de pouco serviu. E alguns já andam de mata-moscas na mão como prevenção. “Já matei 54 moscas só na cozinha”, graceja Paulina Teixeira.Um dos proprietários dos aviários AMA disse a O MIRANTE que a empresa possui um sistema para acondicionar o estrume produzido pelas aves em espaço vedado. E que só quando essa matéria é carregada para ser encaminhada para explorações agrícolas pode haver libertação de cheiros que atraia insectos. O que aconteceu há cerca de uma semana.Segundo António Rodrigues é quase impossível fazer com que numa exploração com mais de 60 mil aves não sejam emitidos odores indesejáveis. Recorda que a empresa tem sido fiscalizada por diversas entidades. Como a Direcção Geral Veterinária, a Câmara do Cartaxo, Direcção Regional de Agricultura e a delegação de saúde concelhia, entidade que diz ter feito um inspecção à empresa há cerca de duas semanas. “Estamos a cumprir com todas as determinações. Fizemos um carregamento de matéria há pouco tempo e é natural que as moscas apareçam em maior número nesta altura. Mas só fazemos essas acções de três em três meses”, refere António Rodrigues. Que também reconhece alguns incómodos que se causam aos moradores vizinhos. O vereador da Câmara do Cartaxo com o pelouro Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos referiu durante a reunião do executivo de segunda-feira que autarquia e delegação de saúde efectuaram uma vistoria ao aviário em 25 de Setembro e que, posteriormente, a comissão de coordenação regional emitiu um parecer a referir que nada foi detectado de anormal na exploração. Apesar dos resultados, Pedro Ribeiro (PS) deixou o aviso. “Serei intransigente na defesa da qualidade de vida. Ou a exploração tem condições para funcionar ou a câmara defenderá o seu encerramento. Está provado que a convivência entre a exploração e as habitações é possível e não pode haver negligências”, acrescentou.Ricardo Carreira
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