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Nova esquadra de Tomar vai custar o dobro

Nova esquadra de Tomar vai custar o dobro

Concurso já foi lançado e adjudicação está prevista para o final deste ano

A polícia vai ocupar um antigo anexo do hospital de Tomar cuja remodelação deve arrancar nos próximos meses.

Edição de 11.10.2006 | Sociedade
Mais de 840 mil euros é o preço base da adjudicação das obras de remodelação do antigo anexo do hospital de Tomar que irá albergar a esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) da cidade. Mais do dobro do valor estimado em 2004 (400 mil euros), quando o projecto foi inscrito em PIDDAC – Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central.Há dois anos que o projecto está feito, à espera do desbloqueamento da verba necessária por parte do Ministério da Administração Interna (MAI), que para o efeito teve de adquirir o edifício ao Ministério da Saúde. Em Julho deste ano foi finalmente lançado o concurso público para as obras, após uma visita ao local do responsável pelo departamento de obras da PSP e do próprio director do Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações (GEPI) da polícia. O GEPI já tem em seu poder várias propostas que foram apresentadas durante o Verão, prevendo-se que a adjudicação da remodelação do antigo anexo do hospital venha a acontecer no final deste ano. Se tudo correr conforme o previsto, a obra deverá arrancar no primeiro trimestre de 2007.E já vem tarde, para a PSP e para a Câmara de Tomar, que em Maio deste ano até ameaçou o Governo e a polícia com uma acção em tribunal devido ao facto de a secção policial estar instalada num edifício municipal sem nunca ter pago qualquer renda.Segundo O MIRANTE apurou, o presidente da câmara, António Paiva (PSD), foi mesmo chamado ao ministério para discutir a questão. A pressão pública terá dado resultado uma vez que um mês depois da reunião o GEPI avançou com a abertura do concurso público para a realização da obra. Até à data o município não interpôs a acção judicial.O comandante distrital da PSP, superintendente Levy Correia, sempre se mostrou solidário com a autarquia, afiançando mesmo que, se tivesse autonomia financeira, as obras já há muito estariam feitas.Desde a década de 80 do século passado que a secção policial de Tomar – que compreende as esquadras de trânsito, de investigação e a esquadra sede, além da secretaria geral que dá apoio às três esquadras e é responsável pelo licenciamento de armas em quatro concelhos (Tomar, Ferreira do Zêzere, Ourém e Barquinha) – ocupa o antigo Palácio de Alvim, propriedade do município.É um edifício antigo, a precisar urgentemente de obras. O comissário Lopes Martins, comandante da secção da PSP de Tomar, referiu a O MIRANTE que as paredes do edifício estão cheias de humidade devido às infiltrações de água e que a electricidade dispara constantemente, particularmente no Inverno. Aliada à degradação do edifício está ainda a pouca mobilidade operacional dos mais de cem polícias que diariamente ali trabalham. O edifício está situado numa rua estreita em pleno centro histórico, onde ficam estacionados os veículos policiais. “Se houver uma urgência temos dificuldades em sair daqui”, admite o comandante da secção.O antigo anexo do hospital de Tomar é um edifício amplo, de cave, rés-do-chão e primeiro andar, tendo ainda um logradouro considerável. Fica situado na zona nova da cidade, próximo das escolas. Está fechado desde a inauguração do novo hospital, integrado no Centro Hospitalar do Médio Tejo, em Janeiro de 2003.Margarida Cabeleira
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