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Obras tardam no antigo Campo da Feira

Socialistas pedem explicações na Câmara de Santarém
Edição de 11.10.2006 | Sociedade
A Câmara de Santarém tem mantido contactos com dois grupos económicos que estarão interessados em fazer “grandes investimentos” no Campo Infante da Câmara, em Santarém. A informação foi dada pelo presidente da autarquia na reunião do executivo de segunda-feira, após ter sido questionado sobre as há muito ambicionadas e anunciadas obras de requalificação daquele espaço nobre da cidade.Francisco Moita Flores (PSD) sabe que há um plano de pormenor aprovado para o local pelo anterior executivo e que existem inclusivamente alguns fundos governamentais para se avançar com a prevista biblioteca e arquivo municipal. “Há desenhos que foram objecto de consenso no anterior executivo, mas o problema é este: de que nos vale ter bons desenhos se não temos dinheiro para os realizar? Para a biblioteca ainda há algum, mas não o temos todo”.O autarca deixou a porta aberta a possíveis alterações ao projecto previsto, afirmando que há também “o desafio de ali deixar a marca da modernidade”. E sem dinheiro para investir, a câmara só poderá avançar com obras naquela zona mediante parcerias com grupos privados.A intervenção de Moita Flores foi suscitada pelas questões colocadas pelo vereador socialista Rui Barreiro, que quis saber o que era feito do projecto para o antigo Campo da Feira que tanta discussão motivou entre a vereação do último executivo. Recordou inclusivamente que no final do mandato anterior, quando era presidente do município, estava prevista uma primeira fase de intervenção na zona que nunca chegou a concretizar-se. Previa a beneficiação do espaço envolvente à Casa do Campino e da rede viária.Recorde-se que já este ano Moita Flores havia falado na possibilidade de a empresa espanhola Aqualia, que foi seleccionada para integrar a empresa Aguas do Ribatejo, proceder naquele espaço a avultados investimentos como contrapartida pela sua escolha. Falou-se na construção de um parque de estacionamento subterrâneo e de um edifício que albergaria a sede da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo e alguns espaços municipais. Só que a polémica que se abateu sobre o concurso, que entretanto foi contestado por duas empresas concorrentes, deixou tudo em ponto morto.

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