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Reacções entre o lamento e a congratulação

Edição de 11.10.2006 | Sociedade
“Tenho pena de Tomar não vir a ser capital Europeia da Cultura em 2012 mas não sei se teríamos condições para receber esse título” reagiu Pedro Marques, ex-presidente do município e hoje vereador pelo movimento Independentes por Tomar.Pedro Marques afirma-se convicto que seria difícil a cidade ter, daqui a cinco anos, condições para ostentar o título, porque ainda há muita coisa por fazer, nomeadamente no centro histórico, cujas obras de requalificação não estão, em sua opinião, a ser bem conduzidas. “Conhecendo o que foi feito nesta matéria em Guimarães, direi que o mérito de conseguir o título é muito mais dessa cidade que demérito de Tomar”.O Bloco de Esquerda não é tão compreensivo. Carlos Trincão, em representação do grupo municipal do BE na assembleia diz que “a falta de credibilidade de António Paiva perante o primeiro-ministro, o Governo e o País” deve também ter pesado na avaliação da possível candidatura de Tomar e da escolha de Guimarães.“Como pode alguém ter confiança num presidente de câmara que, em 1998, promove e vê aprovada uma proposta de candidatura de Tomar a Capital Europeia da Cultura, na câmara e na assembleia municipais, bem como a indicação do nome do professor José Augusto-França para comissário daquela candidatura sem que, desde então, tivesse sido feito o que quer que fosse no sentido da mobilização local, sustentação e credibilização da ideia perante o Governo?”, diz Carlos Trincão.E o autarca continua a questionar: “Como pode alguém ter confiança num presidente da câmara que, na última sessão da assembleia municipal abandona a sala no início do debate do tema sobre a cultura como factor de desenvolvimento concelhio?”O deputado do Bloco de Esquerda congratula-se pelo facto de o Governo não ter escolhido Tomar. “Com este presidente e esta maioria em funções até 2009 não existiriam quaisquer garantias de preparação condigna, sucesso e credibilidade internacionais da nossa cidade e do nosso país”. E remata – “a menos, é claro, que António Paiva promovesse as acções a partir do seu gabinete em Bruxelas…”.

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