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Monsanto aproveita festival de erros

Riachense esteve desastrado na defesa e perdeu um jogo que até foi equilibrado

Uma série de erros da defensiva do Riachense foi decisiva para o desfecho do jogo com o Monsanto, que os visitados venceram por 3-0. Uma vitória justa mas demasiado pesada para a equipa e Riachos.

Edição de 18.10.2006 | Desporto
O Monsanto aproveitou uma série de erros do Riachense para vencer o jogo de domingo por 3-0 e dar um pulo de três lugares na classificação, colando-se ao Sourense que se encontra no segundo lugar. Ao contrário, o Riachense afunda-se cada vez mais na tabela classificativa e está já abaixo da linha de descida.A vitória do Monsanto começou a desenhar-se aos 40 minutos de jogo. Após uma jogada sem qualquer perigo, o defesa Octávio e o guarda-redes Paulo Simões desentenderam-se e o central colocou a bola nos pés de Daniel, que ficou isolado obrigou o guarda-redes a cometer uma grande penalidade.O árbitro foi benevolente. Apenas mostrou o cartão amarelo mas Paulo Simões devia ter visto o vermelho. Pedro Fazenda é que não teve contemplações e transformou a grande penalidade de forma superior, fazendo o primeiro golo da sua equipa. Embora passasse a jogar em inferioridade no marcador, o Riachense não se encolheu. Continuou a jogar de igual para igual, apesar de o Monsanto, que passou a ter mais espaço para trocar a bola a meio campo, tivesse um ligeiro domínio, que nunca conseguiu transformar em superioridade evidente ou oportunidades de golo.Pertenceram mesmo ao Riachense as duas melhores oportunidades para marcar, mas os seus avançados estavam mesmo em tarde não. O intervalo chegou com a vantagem mínima para o Monsanto e reflectia plenamente o melhor aproveitamento dos erros do seu adversário.A segunda parte começou com uma toada de parada e resposta. Muita luta a meio campo e pouco futebol, com o Monsanto sempre mais acutilante. E a defesa do Riachense a dar algumas baldas.Aos 60 minutos, em mais uma falha clamorosa da defensiva visitante, Daniel marcou o segundo golo do Monsanto. A bola foi colocada na área, a defesa riachense tardou em afastar a bola, que foi ter aos pés do jovem avançado, que dentro da área estava liberto de marcação e por isso não teve dificuldade em marcar. Nessa altura o Monsanto não justificava estar a vencer por uma margem tão desnivelada mas este golo trouxe algumas mudanças. A equipa da casa deu um pouco da iniciativa de jogo ao Riachense, que passou a levar perigo junto da baliza de Nuno Martins.Mas o dia não era de felicidade para os atacantes de Riachos, que nem de grande penalidade conseguiram bater o guarda-redes do Monsanto. Aos 64 minutos Filipe jogou a bola com o braço dentro da área. Bem colocado o árbitro assinalou a grande penalidade, que Miguel Cunha se encarregou de marcar de forma a que Nuno Martins defendesse.Madruga reforça ataqueA um quarto de hora do fim, Cláudio Madruga, que já tinha feito entrar Pereira, colocou também em campo Charles e o jogo levou um safanão. A frente de ataque do Riachense tinha agora mais jogadores e a defesa do Monsanto passou por maiores aflições.Aos 65 minutos, Carlitos teve tempo e espaço para visar a baliza, fez um chapéu a Nuno Martins, mas a bola foi bater na barra. Quatro minutos depois, Ricardo respondeu de cabeça a um cruzamento da direita, mas a bola saiu dois palmos acima da trave.O Riachense passava então pelo seu melhor período de jogo e as jogadas de perigo sucediam-se. A 12 minutos do final do tempo regulamentar, Ricardo rematou cruzado, a bola ia a caminhar para a baliza mas apanhou a perna de um jogador do Monsanto e saiu ao lado.Na jogada seguinte, com a equipa visitante balanceada no ataque, Cedric desceu pelo corredor direito sem grande oposição, e já perto da linha de fundo cruzou para a área e ao primeiro poste Conde antecipou-se a toda a gente e desviou a bola para o fundo da baliza de Paulo Simões. Foi uma vitória justa de uma equipa madura que soube aproveitar os erros alheios para garantir mais três pontos e voltar às vitórias após uma derrota pesada em Idanha-a-Nova.Já o Riachense tem de melhorar vários aspectos. O futebol não se joga apenas com os pés e os bons jogadores não podem perder a cabeça nas adversidades. A equipa orientada por Cláudio Madruga apresenta várias lacunas, sobretudo no sector ofensivo e alguns dos jogadores de maior qualidade, casos de Miguel Cunha e Paulo Correia, estão longe dos seus melhores momentos.O árbitro teve uma tarde com alguns erros graves, sobretudo no capítulo disciplinar.

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