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Vitória esteve por um fio

Juventude Ouriense empatou com Óquei de Barcelos na estreia na I Divisão

O Juventude Ouriense esteve muito próximo de se estrear com um brilharete na Primeira Divisão de Hóquei em Patins. A equipa de Ourém empatou 4-4 com o poderoso Óquei de Barcelos, ainda assim um resultado bastante moralizador para a estreia que contou com pavilhão cheio.

Edição de 18.10.2006 | Desporto
O Pavilhão Municipal do Pinheiro, em Ourém, foi pequeno para albergar o muito público que ali se deslocou para assistir ao “baptismo de fogo” da equipa da Juventude Ouriense no Campeonato Nacional da Primeira Divisão de Hóquei em Patins, que se saldou num empate a quatro golos com o Óquei de Barcelos.Pela primeira vez a jogar na elite nacional do hóquei em patins, a equipa de Ourém entrou nervosa no jogo, e permitiu alguma ascendência dos barcelenses durante os primeiros 20 minutos. Período de tempo em que sofreram três golos. Mas incentivada entusiasticamente pelos seus adeptos, a Juventude Ouriense recompôs-se e acabou até um pouco por cima da formação do norte do país.Ciente da sua maior valia, o Óquei de Barcelos entrou disposto a resolver cedo o jogo, e logo aos cinco minutos, numa bonita jogada de envolvimento, o trio atacante Caio, Cláudio Filho e Nuno Félix, fez um autêntico carrossel, com jogadores e bola a girarem em grande velocidade, até chegar a Caio que rematou cruzado sem hipóteses para Bruno Aires.O domínio dos barcelenses era evidente, e por mais duas vezes a baliza de Bruno Aires passou por grandes apuros. Aos 15 minutos, num golpe de infelicidade e alguma atrapalhação, Luís Peralta introduziu a bola na própria baliza, fazendo o segundo golo da equipa que veio de Barcelos.Temeu-se o pior, mas a equipa comandada por Miguel Cunha reagiu e começou a equilibrar a partida, e por duas vezes o irrequieto Gonçalo Favinha, um pequeno grande jogador, esteve à beira de marcar.Aos 20 minutos, numa jogada rápida de contra-ataque Cláudio Filho isolou-se e, sozinho frente a Bruno Aires, não perdoou e fez o terceiro golo da sua equipa.O Juventude Ouriense não desarmou e passou a pressionar a equipa adversária. Aos 23 minutos, numa excelente jogada individual, Gonçalo Favinha conseguiu bater Jorge Correia, fazendo o primeiro golo da sua equipa, e galvanizando a assistência. O intervalo surgiu com 3-1 para os nortenhos mas a segunda parte foi do Ouriense. Aos 35 minutos, o barcelense Tiago Rafael teve uma entrada violenta sobre um adversário, viu o cartão azul, e a sua equipa foi punida com um livre directo, que o melhor jogador em campo, Gonçalo Favinha se encarregou de transformar no segundo golo da equipa.A pressão dos ourienses acentuou-se e puxados por uma multidão em delírio, os jogadores da casa não se afastavam da baliza da equipa adversária. Aos 39 minutos, chegaram à igualdade, mais uma vez uma jogada de génio de Gonçalo Favinha, a bater toda a defensiva do Óquei de Barcelos e à saída de Jorge Correia a desviar a bola para o fundo da baliza.Estava feito o mais difícil, mas os ourienses queriam mais. Os jogadores do Óquei entraram então numa toada de maior virilidade e viram dois jogadores seus serem punidos com o cartão azul. Contudo, à entrada do último minuto de jogo, numa jogada de infelicidade Jorge Godinho colocou a bola na ponta do stick de Nuno Félix, que isolado não teve dificuldade em bater Bruno Aires, fazendo o quarto golo da sua equipa.Tudo parecia perdido, mas o treinador do Ouriense pediu um minuto de desconto de tempo, deu indicações à sua equipa, puxou pelo público e o público puxou pela equipa, e mesmo sobre o apito final do árbitro, Jorge Godinho redimiu-se do erro anterior e bateu o guarda-redes do Óquei de Barcelos, e estabeleceu a igualdade e o resultado final. A vitória esteve ao alcance do Juventude Ouriense mas o empate é também um resultado bem positivo, porque foi alcançado frente a uma das mais fortes e carismáticas equipas do hóquei em patins português. E deixou no ar a esperança de ver a equipa de Ourém alcançar os seus objectivos de manutenção na primeira divisão.

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