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O domínio da logística

O domínio da logística

Vila Franca aprova proposta do programa de ordenamento do território

O reforço da actividade logística e a preservação do potencial agro-pecuário estão contemplados na proposta do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) para a região de Vila Franca de Xira.

Edição de 18.10.2006 | Economia
A aposta na logística e o ordenamento da actividade, a reabilitação dos espaços industriais abandonados, a preservação do potencial agro-pecuário e a afirmação da região como destino turístico internacional. Estes são alguns dos objectivos definidos no Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) para a região de Lisboa e Vale do Tejo para o período 2007-2013.Na última reunião do executivo vilafranquense a maioria socialista levou para aprovação o parecer com nota positiva ao PNPOT, no âmbito do processo de discussão pública do programa que termina no final deste mês. No entanto, o documento suscitou algumas reservas por parte da oposição tendo mesmo merecido o voto contra do vereador da coligação PSD/CDS-PP. Rui Rei criticou o facto de o PNPOT defender como objectivo a reestruturação do eixo Lisboa/Vila Franca de Xira/Carregado como “corredor relevante para as actividades logísticas”. O vereador social-democrata referiu não poder aceitar “que o meu concelho seja visto como um pólo de logística e que a qualidade dos investimentos, das infraestruturas vá para outros locais”, como o eixo Lisboa/Cascais.Rui Rei considerou ainda, numa declaração de voto, que os objectivos do PNPOT chocam com o Plano Estratégico do Concelho de Vila Franca de Xira. Segundo referiu, neste documento de 2000 a actividade logística é vista como “uma actividade grande consumidora de espaço, que gera pouco emprego e vários problemas ambientais (tráfego, emissões, ruído, etc.)”.O autarca da coligação Mudar Vila Franca sublinhou que o Plano Estratégico do Concelho de Vila Franca de Xira defende a criação de “condições para atrair novos empresários e novas actividades de maior valor tecnológico”. Em resposta às críticas do vereador social-democrata a presidente da Câmara de Vila Franca lamentou “que as pessoas não se possam despir da cor política em benefício do concelho”. Maria da Luz Rosinha (PS) defendeu que com as propostas do PNPOT para a região “não estamos perante uma situação de abdicação ou desistência de um concelho melhor”.Adiantando que a autarquia opor-se-á a “que os armazéns sejam empurrados para o concelho”, o vice-presidente da autarquia frisou a importância do documento para o ordenamento do território. Alberto Mesquita (PS) referiu que “mesmo com as deficiências que possa haver”, o PNPOT dá coerência e enquadra os planos locais de ordenamento.Opinião partilhada pelo vereador da CDU José Francisco Santos. A coligação não deixou, no entanto, de apontar falhas ao documento, sobretudo no que diz respeito às políticas urbanas.Entre os “problemas” e “debilidades” do PNPOT para a CDU estão a não inclusão de uma referência a mapas prospectivos de serviços públicos (como o abastecimento de água, tribunais e estabelecimentos comerciais). A ausência de explicação como deverá ser feita a recuperação das frentes ribeirinhas e a valorização dos recursos paisagísticos é outra das falhas apontadas pela coligação. A mobilidade preocupa também a CDU por o PNPOT fazer “uma referência muito vaga” a esta questão. Entre as lacunas apresentadas está ainda o facto do documento não fazer alusão à Estratégia Europeia de Protecção do Solo a ser aprovada em breve, e o “vazio” no que toca às relações entre Portugal e Espanha.
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