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Valtejo Finicia já chegou a Coruche

Valtejo Finicia já chegou a Coruche

Pequenas empresas com melhores condições de financiamento
Edição de 18.10.2006 | Economia
O Museu Municipal de Coruche, que precisamente há um ano atrás assistiu à apresentação do FAIME (Fundo de Apoio ao Investimento das Microempresas) de Coruche, recebeu no dia 10 a apresentação do projecto Valtejo Finicia Coruche, que se constitui como uma nova versão do FAIME mais vantajosa para as micro e pequenas empresas. O Valtejo Finicia surge da iniciativa do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) que tendo conhecimento da dinamização de fundos concelhios no distrito de Santarém e no Alentejo, decidiu intervir com o objectivo de alargar o seu âmbito de aplicação a todo o território nacional, bem como melhorar as condições de acesso das empresas a este tipo de instrumento de financiamento. Assim, algumas das lacunas apontadas pelas empresas ao FAIME, parecem agora ter sido parcialmente colmatadas com o lançamento do FINICIA; como começou por referir o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Dionísio Mendes (PS).“Há um ano, o FAIME despertou muito interesse junto dos empresários de Coruche, interesse esse que acabou por esmorecer fundamentalmente por dois motivos. Por um lado, os empresários criticaram o facto do valor do financiamento ser baixo (25 mil euros); por outro lado, a necessidade de prestar garantias junto da entidade de crédito, neste caso, o BES e município. Com o Valtejo Finicia temos estas duas questões ultrapassadas, porque o valor de financiamento passou para 45 mil euros por projecto e, com a intervenção da Garval, os 80% que representam a parte do empréstimo do BES são dispensados de garantias bancárias”.O autarca destacou ainda uma inovação neste instrumento de apoio, que reflecte uma aposta do município na dinamização do tecido empresarial. “Dos 20% disponibilizados pelo município, saibam as empresas que, no caso de criarem pelo menos três postos de trabalho, poderão beneficiar de uma parte do financiamento a fundo perdido, mais precisamente 50%”. Um esforço do município que José Eduardo Carvalho, presidente da Nersant, reconheceu perante os cerca de 40 empresários presentes. “É de reconhecer publicamente o esforço que algumas câmaras estão a fazer com este programa. Toda a gente conhece as dificuldades das câmaras e sabemos que, se há municípios que não querem ouvir falar do apoio à actividade económica, há, no entanto, outros que consideram este apoio estratégico e uma prioridade. Neste distrito, só Abrantes e Coruche têm, até ao momento, uma intervenção mais profunda, ao darem este incentivo de parte do subsídio não ser reembolsável. É preciso coragem para fazê-lo, neste momento particularmente difícil para as autarquias”.Ainda assim, José Eduardo Carvalho confessou que as taxas implicadas neste fundo não correspondem às que a Associação Empresarial ambicionou. “Acreditem que não são as taxas que desejávamos e que ainda tivemos algumas discussões com o BES sobre esse assunto. No entanto, também sabemos que poder negocial têm actualmente as empresas. As condições a que têm acesso com este programa são com certeza melhores em relação às que teriam individualmente, porque o sistema de garantia assegura uma percentagem importante do financiamento junto do BES”. Virando-se para o futuro, o presidente da Nersant adiantou que em breve a associação dará a conhecer um novo conjunto de estratégias e projectos para o período de 2007-2013, nomeadamente de apoio ao empreendedorismo e ao financiamento das PME, em que se inclui a criação de uma Sociedade de Capital de Risco. Confrontado com algum pessimismo da assistência, José Eduardo Carvalho deixou, ainda assim, uma nota de optimismo pautada por alguma crítica. “A Lezíria do Tejo foi a região que mais cresceu no país nos últimos seis anos. O PIB per capita ultrapassou a península de Setúbal em 2003. São indicadores que acabam por não dar justificação para este marasmo e pessimismo manifestado. Estamos a 40 minutos do principal mercado do país. Sei que há dificuldades, mas está na altura de abandonarmos o pessimismo e percebermos que estamos numa região muito forte”.
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