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CULT desafia Miguel Relvas a concretizar suspeições

CULT desafia Miguel Relvas a concretizar suspeições

Ex-secretário de Estado mantém as críticas ao funcionamento da comunidade urbana

A Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo não gostou das críticas do deputado do PSD e admite rever a relação de respeito e consideração que tem para com ele.

Edição de 18.10.2006 | Política
A Junta da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT) enviou uma carta ao deputado do PSD e ex-secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas, a desafiá-lo para concretizar as acusações que tinha feito em O MIRANTE sobre o funcionamento da CULT. Relvas mantém o que disse sublinhando que falou de factos que tem verificado. A Junta da CULT quer que Miguel Relvas concretize de que modo, quando, onde e em que circunstâncias os autarcas da Lezíria utilizaram negociações de bastidores. E quais as decisões da CULT que foram feitas às escondidas. Pretende ainda que, “sem papas na língua”, Relvas explicite quando, como e onde a comunidade urbana funcionou em regime de monopólio e na sombra. Se o ex-secretário de Estado da Administração Local (2002-2004) - que esteve na génese da criação das comunidades urbanas e actualmente preside à assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo - não concretizar as suspeições, a CULT vai “rever o respeito e consideração que lhe são devidos”. Bem como “pensar que está a dar voz a interesses e a protagonismos pessoais que apenas pretendem pôr em causa o trabalho colectivo, sério e transparente que a CULT (…) vem desenvolvendo”. Na missiva, que está assinada pelo presidente da junta da comunidade, José Sousa Gomes (PS) e pelos vice-presidentes Paulo Caldas (PS) e António José Ganhão (CDU), questiona-se ainda as razões que levaram Miguel Relvas a deixar de considerar a CULT como um exemplo a seguir, para “no momento pôr em causa de forma inaceitável, incoerente e carregada de má fé a mesma CULT”. O visado diz que reproduziu “factos que tem constatado ao longo dos últimos tempos acerca do modelo de funcionamento da CULT”. Entre os quais está a polémica em torno da nomeação do administrador executivo, António Torres. Que ainda não foi aprovada em assembleia da CULT neste mandato, ao contrário do que diz a lei. E que a junta da comunidade diz não ser necessário com base num parecer jurídico. Miguel Relvas diz ter estima e consideração por Sousa Gomes e não quer alimentar mais polémicas. Mas referindo-se ao facto de algumas polémicas sobre a CULT terem sido levantadas pelo presidente do município de Santarém, Moita Flores (PS), levam-no a concluir que este “veio valorizar o debate e permitir uma nova diversidade de opiniões e posições”. Há três semanas Miguel Relvas disse a O MIRANTE que as polémicas relacionadas com o concurso da CULT para escolha do parceiro privado para a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo e com a nomeação de António Torres acontecem porque os autarcas da Lezíria estão habituados a negociações de bastidores. Afirmou também que na Lezíria os autarcas “habituaram-se a funcionar em monopólio e na sombra, nos camarins da política”. E considerou que as polémicas à volta do concurso para escolha do parceiro privado a empresa Águas do Ribatejo - que motivou duas providências cautelares no Tribunal Administrativo de Leiria a exigir a sua anulação – só acontecem porque as decisões na CULT são feitas às escondidas. Criticou ainda a presidente da Assembleia da CULT e secretária de Estado da Reabilitação, Idália Moniz (PS), por esta defender que algumas coisas não devem vir para a praça pública. “Quem representa eleitores só pode ser claro e transparente”, comentou.Pode consultar todas as notícias relacionadas com esta na pesquisa avançada em http://semanal.omirante.pt.
CULT desafia Miguel Relvas a concretizar suspeições

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