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Café-concerto de portas fechadas

Café-concerto de portas fechadas

Concessionário abandona exploração do espaço no Teatro Virgínia em Torres Novas

O espaço, que abriu sem licença, só funciona actualmente como apoio a espectáculos no Teatro Virgínia. A empresa concessionária desistiu da sua exploração.

Edição de 18.10.2006 | Sociedade
O café-concerto do Teatro Virgínia, em Torres Novas, está encerrado há cerca de três meses e sem data prevista para nova reabertura. Inicialmente, o espaço propriedade da Câmara de Torres Novas, terá sido encerrado para ali serem efectuadas obras de melhoramento. No entanto desde essa altura não voltou a abrir as portas.As más condições do espaço, que não se encontrava ainda licenciado devido a várias deficiências ao nível da segurança, e as constantes incompatibilidades entre os concessionários do espaço e o director artístico do Teatro Virgínia, João Aidos, poderão estar na origem do encerramento do café-concerto. Razões que levaram a empresa a abandonar o barco e a deixar para trás a exploração daquele bar, alegando não ter condições para desenvolver a actividade. Várias anomalias, como a falta de pé direito na cozinha, a não existência de guardas de protecção no acesso às casas de banho, ou o facto das casas de banho dos deficientes não cumprirem a legislação imposta, dificultando o socorro das pessoas em caso de acidente, são exemplos que justificam a falta de licenciamento do espaço. Para além de se ter vindo a verificar que em dias de chuva, o café–concerto metia água.Segundo o que O MIRANTE conseguiu apurar, os antigos concessionários do estabelecimento estarão já a tentar reaver a caução de 750 euros entregue na altura em que iniciaram a exploração do bar. E a Câmara Municipal de Torres Novas estará em negociações com um novo grupo empresarial, que deverá voltar a assegurar a dinamização do espaço. O café–concerto entrou em funcionamento no dia 28 de Janeiro deste ano, sem nunca ter sido celebrado um contrato entre a autarquia e a empresa concessionária. Na altura foi considerado como “a menina dos olhos do presidente”. Ainda assim, o projecto não vingou, apesar das tentativas de todas as partes envolvidas. E neste momento o espaço encontra-se encerrado, sem previsões para nova reabertura. Funcionando apenas como apoio ao teatro, em dias de espectáculos.Com o objectivo de esclarecer a situação, O MIRANTE tentou por diversas vezes contactar o director artístico do Teatro Virgínia, no entanto, apesar dos vários telefonemas efectuados, não foi possível chegar à fala com João Aidos. Também a empresa concessionária do café–concerto se recusou a falar sobre o assunto.Carla Paixão
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