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Fátima quer mais apoios do Estado

Edição de 18.10.2006 | Sociedade
O bispo de Leiria-Fátima criticou quinta-feira o ordenamento urbano de Fátima e o tipo de comércio em redor do Santuário, reclamando mais apoios do Estado para corrigir alguns dos problemas estruturais da cidade.Para D. António Marto, existe na opinião pública um “juízo negativo sobre a beleza no Santuário” que em muitos casos se deve aos problemas de ordenamento urbano e algum comércio em redor.“Eu vim de uma cidade linda” (Viseu), “cheguei aqui e estranhei tudo isto”, afirmou D. António Marto, que reclama uma maior atenção do poder central e local a Fátima, devido ao “interesse e carinho” que a cidade merece. Além disso, “do ponto de vista económico, (Fátima) é um chamariz porque traz aqui cinco milhões de pessoas por ano”, muitos deles peregrinos estrangeiros.Opinião semelhante manifestou o reitor do Santuário, Luciano Guerra, criticando a falta de investimento público na cidade de Fátima, que é um dos maiores destinos turísticos do país e um dos principais centros de peregrinação do Mundo.“Não sei, francamente, o que é que o Estado tem feito aqui”, afirmou o reitor, sustentando que “Fátima tem estado bastante abandonada” pelo poder central e que a Câmara de Ourém não tem recursos para investir na cidade. “Ourém não pode tratar convenientemente Fátima, porque Fátima é um peso muito grande para o concelho”, disse. Na sua opinião, “foi pena não se ter instituído o concelho de Fátima”, até porque o “poder central não se tem interessado devidamente” pela cidade.Recentemente, o poder central aprovou um apoio de sete milhões de euros para a requalificação da avenida D. José Alves Correia da Silva, que irá inclui um túnel sob a nova Igreja da Santíssima Trindade.As obras de requalificação da via e a construção do túnel estão orçadas em 22 milhões de euros, que serão parcialmente suportados pelo Santuário com nove milhões, cabendo a fatia restante ao poder central e à Câmara de Ourém.No entanto, a cedência das verbas estatais foi só formalizada em Setembro, pelo que os prazos de construção são muito apertados, como reconheceu Luciano Guerra. Sem a construção do túnel, a utilização da Igreja, que deverá ser inaugurada em Outubro de 2007, será muito dificultada devido a problemas de acessibilidades e de segurança.No que respeita ao comércio junto ao Santuário, o reitor explicou ainda que será organizada uma reunião durante o Inverno para sensibilizar os lojistas para o tipo de produtos expostos, nomeadamente os que fazem ruído e prejudicam o ambiente de oração.

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