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Misericórdia de Santarém procura novo investidor para praça de touros

Misericórdia de Santarém procura novo investidor para praça de touros

Abortado negócio com construtora a quem ia dar o terreno do actual recinto
Edição de 18.10.2006 | Sociedade
Há dois anos a Misericórdia avançou para uma parceria com uma empresa visando a construção de uma nova praça de touros na zona do Centro Nacional de Exposições. A Santa Casa da Misericórdia de Santarém (SCMS) está à procura de um novo investidor interessado em construir uma nova praça de touros na cidade em troca do terreno onde se situa o actual recinto. Isto depois de ter denunciado o protocolo que tinha assinado com uma empresa construtora da capital de distrito, a António Jorge Lda.Segundo o provedor da Misericórdia, Garcia Correia, foi enviada uma carta à empresa dando conta que já existiam condições para dar andamento ao acordo. Mas esta não deu qualquer resposta o que levou a instituição a desistir do negócio com a empresa, há cerca de três meses, segundo informou. “Agora estamos à espera que apareçam outros interessados”, confirmou. O MIRANTE contactou a empresa António Jorge Lda, mas o seu sócio-gerente não quis prestar qualquer esclarecimento acerca do caso. Manuel Jorge salientou no entanto que pode vir a fazê-lo no futuro. A ideia de construir uma nova praça, com metade da lotação da actual (que tem 13 mil lugares), vem desde 2003, mas o principal passo foi dado em 2004. Na altura Garcia Correia anunciou a entrada na câmara municipal de um pedido de viabilidade para o projecto que a Misericórdia propõe para a zona da actual praça de touros. O projecto de construção mantinha a forma redonda da praça Celestino Graça, mas com uma cércea de 25 metros de altura. Previa-se a existência de dois a três pisos subterrâneos para estacionamento (1.200 lugares), um piso térreo para comércio, mais dois ou três pisos para escritórios e os restantes para habitação, num total de sete andares acima do solo.Como contrapartida pela cedência do terreno à construtora, a Misericórdia pedia a construção de um recinto multiusos, fechado, com uma capacidade para cerca de 6.000 lugares. Um espaço que além de espectáculos de tauromaquia pudesse receber outros eventos de índole cultural e desportiva. A Santa Casa entrou em negociações com o Centro Nacional de Exposições (CNE) para aí instalar o projecto, no sentido de aproveitar o público que vai às exposições do parque. O CNE não aceitou a proposta alegando que o recinto multiusos lhe iria fazer concorrência, mas admitiu negociar a instalação apenas de uma praça de touros. O que acabou por ser aceite pela Santa Casa da Misericórdia que negociou a compra do espaço necessário, cujo valor Garcia Correia não quis divulgar. A intenção de se construir uma nova praça de touros surgiu pelos elevados custos de manutenção que tem a actual, com 42 anos de actividade e já sem as condições de conforto que hoje são exigíveis.
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