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O que pode mudar

Edição de 18.10.2006 | Sociedade
A aprovação da proposta de reorganização das urgências hospitalares vai provocar transformações significativas no funcionamento desse serviço no Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), especialmente nas unidades de Torres Novas e Tomar, que passarão a ter a designação de Serviço de Urgências Básicas (SUB). A principal alteração diz respeito às cirurgias de urgência geral, que deixarão de ser asseguradas por estes dois hospitais. Actualmente, até à meia–noite, para além das pequenas cirurgias, o serviço está habilitado para proceder a cirurgias urgentes de maior gravidade, como apendicites, hérnias estranguladas, crises de intestinos ou vesícula. Caso a proposta do Ministério da Saúde seja implementada, todas essas cirurgias serão realizadas no hospital de Abrantes, ao qual será atribuída a categoria de Serviço de Urgência Médico–Cirúrgica (SUMC).Por outro lado, poderá registar-se uma diminuição clara do número de técnicos de serviço. Actualmente as urgências dos três hospitais do CHMT funcionam, durante o dia, com um número mínimo de quatro médicos (dois clínicos gerais e dois internistas), e cerca de sete enfermeiros. Com a aprovação da proposta de reorganização das urgências, o serviço poderá passar a ser garantido por pelo menos dois médicos de clínica geral e dois enfermeiros. Os médicos especialistas poderão mesmo desaparecer da escala das urgências de Torres Novas e Tomar, deixando de haver uma equipa pluridisciplinar capaz de dar resposta às mais diversas urgências. Uma situação que dificultará igualmente a assistência médica aos doentes internos.Outra alteração será o facto dos exames complementares de diagnóstico deixarem de poder ser realizados nas unidades de Torres Novas e Tomar. A excepção das radiografias e electrocardiogramas simples, todos os outros exames passarão a ser efectuados no hospital de Abrantes. Sendo a maioria dos episódios de urgência direccionada para o hospital de Abrantes, é provável que se registe um aumento do tempo de espera no atendimento aos utentes e uma situação de entupimento das urgências daquele hospital. Para além dos utentes residentes nas zonas de Torres Novas e Tomar terem de fazer mais quilómetros para ser assistidos.

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