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Poupanças a descer, endividamento a subir

Edição de 18.10.2006 | Sociedade
Em 2005 só 9,2 por cento do rendimento das famílias portuguesas (105,5 mil milhões de euros) foi canalizado para a poupança, de acordo com um estudo da Faculdade de Economia do Porto. Ao contrário, o Boletim Económico da Primavera deste ano do Banco de Portugal aponta para uma taxa de 117% no endividamento das famílias em 2004. É uma subida de sete pontos percentuais face a 2003 e mais do triplo do que se verificava em 1995.Outro estudo, este encomendado pela Marktest à Basef Banca, diz que 2,3 milhões de portugueses – 31,7 por cento do total de residentes em Portugal com mais de 15 anos -destinaram o ano passado algum montante dos seus rendimentos à poupança. Destes, mais de metade confirma que apesar de continuarem a colocar algum dinheiro de parte, o montante das suas poupanças tem vindo a diminuir de ano para ano. Entre os mais poupados estão os homens (36,3 por cento dos 2,3 milhões de portugueses que poupam), os jovens entre os 25 e os 34 anos (43,9 por cento), os residentes no grande Porto (37 por cento) e os pertencentes à classe alta e média alta (49,8 por cento).O estudo revela ainda que os que mais poupam são os quadros médios e superiores das empresas, ao contrário das domésticas, universo profissional que menos poupa, apenas 17,8 por cento.Certificados de aforro, planos poupança-reforma ou planos poupança-educação são alguns dos produtos para onde os portugueses que poupam transferem algum dinheiro. Em queda estão as contas poupança-habitação, a que não deve ser alheio o facto de já não usufruírem dos benefícios fiscais a que estavam associadas.

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