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Socialistas falam em terrorismo e intimidação política

Socialistas falam em terrorismo e intimidação política

Continuam os acontecimentos estranhos em Alpiarça

Os acontecimentos estranhos que têm afectado autarcas socialistas de Alpiarça motivaram uma reacção contundente do PS distrital.

Edição de 18.10.2006 | Sociedade
O secretariado distrital de Santarém do PS classifica como “actos de terrorismo urbano com claros objectivos de intimidação política” os acontecimentos que ocorreram nas últimas semanas em Alpiarça e que afectaram bens de alguns autarcas socialistas e instalações municipais. “Mais de 30 anos após o 25 de Abril não podemos consentir na reactivação de novas redes bombistas”, lê-se num comunicado emitido segunda-feira.O caso mais recente aconteceu com o carro pessoal e o carro de serviço da vereadora da Câmara de Alpiarça, Vanda Nunes, cujos pneus apareceram cortados durante a noite de quarta-feira, 11 de Outubro. Os veículos estavam estacionados à porta de casa da autarca. Quem deu pelo sucedido foi um vizinho de Vanda Nunes que a alertou cerca das 07h30. A GNR deslocou-se ao local e a vereadora apresentou queixa contra desconhecidos. O mesmo já fizera duas semanas antes o eleito socialista da Assembleia Municipal de Alpiarça Paulo Espírito Santo, cujo carro ardeu na madrugada de 27 de Setembro (ver caixa).Já na noite de 7 para 8 de Outubro registou-se um incêndio nuns armazéns antigos propriedade da câmara que estavam a servir de arrecadação. Segundo Vanda Nunes, um dos espaços, situados junto aos paços do concelho, ficou destruído pelas chamas. O outro, onde está guardada parte do arquivo da autarquia, não foi afectado graças à rápida intervenção dos bombeiros. O caso foi comunicado à GNR e à Polícia Judiciária. A autarca espera que as autoridades consigam descobrir os autores destes actos. Acrescenta que “gostaria de acreditar que não existem motivações políticas nestes casos, até porque Alpiarça sempre defendeu os princípios da democracia”. Também a distrital socialista liderada por António Rodrigues defende que essas situações devem ser averiguadas até ao limite, para que os seus causadores sejam presentes à justiça. E refere que “Portugal é um estado democrático e de direito onde as divergências entre pessoas ou instituições devem ser dirimidas nos órgãos próprios”. O MIRANTE tentou falar com o presidente da distrital socialista durante o dia de terça-feira, mas António Rodrigues (presidente da Câmara de Torres Novas) não esteve disponível. O vereador da Câmara de Santarém, Manuel Afonso, que faz parte do secretariado, também não quis avançar com mais nenhuns esclarecimentos além dos expressos no comunicado.
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