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Tribunal de Almeirim julga maior apreensão de droga na Europa

Tribunal de Almeirim julga maior apreensão de droga na Europa

Quatro arguidos respondem pelo tráfico de quatro toneladas de cocaína

Dois portugueses e dois colombianos detidos num armazém da zona industrial de Almeirim começaram a ser julgados sob fortes medidas de segurança.

Edição de 18.10.2006 | Sociedade
Começou na manhã de sexta-feira, no Tribunal de Almeirim, o julgamento dos quatro suspeitos de tráfico de droga apanhados pela Polícia Judiciária no ano passado num armazém da zona industrial da cidade com quatro toneladas de cocaína. Rodeado de apertadas medidas de segurança, o colectivo de juizes ouviu dois dos arguidos, empresários do norte do país, continuando as audiências no dia 30 com a inquirição aos outros dois arguidos, de nacionalidade colombiana. O primeiro arguido a ser ouvido, Eugénio Peixoto, disse que um homem que não identificou lhe tinha telefonado para que este arranjasse um camião para transportar vinho para o Luxemburgo. Eugénio, que tinha tido há um ano uma empresa de transportes de terras em Espanha, falou com Rui Cardoso, também arguido no processo, que tinha uma empresa de transportes na Figueira da Foz. Segundo o que contou ao colectivo de juízes, no dia 21 de Junho de 2005, data marcada para o carregamento do suposto vinho, dirigiram-se ao armazém da zona industrial e Rui entrou com o camião nas instalações. Acrescenta que o outro arguido, o colombiano residente em Espanha, Maurício Ramirez, lhe disse que tinham de carregar uns fardos. Eugénio afirmou que não viu o produto mas que nesse caso não queria concretizar o negócio do transporte, no qual iria ganhar dez por cento. Rui Cardoso, ouvido de seguida, assegurou que não saiu da cabine do camião e que Eugénio lhe disse que o caso lhe cheirava a esturro e que se apercebeu que se tratava de uma coisa que não era legal. Momentos depois foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) que apreendeu a droga acondicionada em 98 fardos com pesos entre 25 e 30 quilos. Foi a maior apreensão na Europa até então. Na operação desenvolvida pela PJ, que envolveu 18 inspectores, verificou-se que a droga tinha um elevado grau de pureza. Além dos estupefacientes foi apreendida uma viatura topo de gama, dinheiro, documentação e telemóveis. Só Eugénio Peixoto tinha oito dentro do carro. A droga estava acondicionada em 98 fardos com peso entre os 25 e os 30 quilos. Havia ainda 1.500 embalagens de cerca de um quilograma já desembaladas dos respectivos fardos. Após a operação a PJ divulgou que se presumia que a droga se destinava a Espanha. E que o transporte do produto seria efectuado por várias vezes e em quantidades menores, dissimulado no interior do fundo falso do veículo pesado que se encontrava no local.O armazém pertencia a um empresário de Santarém que o tinha alugado 15 dias antes da operação policial. Alfredo Ferreira disse na altura a O MIRANTE que desconhecia que tipo de produtos se encontravam no interior das instalações e a que actividades se dedicavam as pessoas. Acrescentou que foi procurado por um indivíduo que falava espanhol e que disse querer o espaço para armazenar produtos agrícolas que vinham da Alemanha. Pelo aluguer das instalações o tal indivíduo pagou pelos dois primeiros meses três mil euros.
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