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Fazendense vence jogo “à inglesa”

Fazendense vence jogo “à inglesa”

Abitureiras não facilitou, jogou de igual para igual e manteve emoção até ao fim

Choveu o jogo inteiro mas Fazendense e Abitureiras protagonizaram um bom espectáculo de futebol. Venceu a equipa do concelho de Almeirim mas o resultado podia ter sido outro. A formação da casa nunca se rendeu e foi sempre à procura do empate.

Edição de 24.10.2006 | Desporto
O Fazendense venceu este domingo o Abitureiras por 3-2 numa partida agradável de seguir, apesar da chuva que caiu durante todo o jogo no pelado daquela freguesia do concelho de Santarém ter dificultado a acção dos jogadoresO triunfo dos visitantes começou a desenhar-se cedo, logo aos três minutos, após a marcação de um pontapé de canto, em que a bola, depois de um ressalto, foi parar aos pés de Valter Chaparro, que, com calma, fez o golo.A equipa das Fazendas de Almeirim dominava o jogo e, curiosamente, até parecia mais adaptada ao pelado enlameado. Ao quarto de hora, Chaparro voltou a ter outra boa oportunidade. O franzino avançado do Fazendense esgueirou-se pela esquerda, mesmo com pouco ângulo tentou o remate e a bola só não entrou porque Coimbra defendeu bem para canto.Vitinho, outro dos irrequietos do ataque do Fazendense, também fez das suas. Aos 23 minutos flectiu da esquerda para o centro e rematou para mais uma boa defesa do guarda-redes adversário. Na jogada seguinte, Chaparro volta a rematar mas Coimbra venceu mais um duelo.O Abitureiras respondia com jogadas rápidas e passes compridos mas sem grande eficácia. O treinador, Gabriel Barra, percebeu que a sua equipa precisava de mais alguém no ataque e retirou Balau, fazendo entrar Luís Jacinto, que se foi posicionar na frente. A alteração mexeu com o cariz do jogo, que a partir dai passou a ser equilibrado.A equipa da casa foi crescendo e acreditando que era possível chegar ao golo e aos 43 minutos dispôs de uma oportunidade flagrante. Jacinto, com tempo e espaço para quase tudo, teve demasiada cerimónia no remate e quando chutou já tinha a marcação de um adversário. Foi a melhor oportunidade do Abitureiras na primeira parte.O segundo tempo começou com um pénalti perdoado à equipa da casa. Luisinho derrubou Vitinho dentro da área do Abitureiras mas o árbitro não assinalou a infracção, que foi por demais evidente. O defesa até parece não ter intenção de atingir o adversário mas o que é certo e que lhe tocou no pé de apoio, derrubando-o claramente e impedindo-o de prosseguir o lance.O Fazendense estava outra vez num período em que dominava o jogo e, aos 65 minutos, Tiago Cruz, na sequência de um canto, cabeceou para grande defesa de Coimbra. Mas o golo parecia eminente e um minuto depois, Zé Miguel, arrancou da lateral direita, flectiu para o meio, tirou três adversários do caminho e rematou cruzado, fazendo a bola entrar ao canto superior direito da baliza de Coimbra. Um golo espectacular em qualquer campo do mundo.A vitória parecia pender cada vez mais para a equipa das Fazendas de Almeirim mas pouco depois o Abitureiras reduzia a desvantagem numa jogada muito confusa e com vários ressaltos dentro da área. David pareceu ser o último a tocar na bola antes de ela entrar na baliza.Mas o Fazendense voltaria a adiantar-se. Aos 38 minutos Licá marcou um canto e colocou a bola ao segundo poste onde Nelson Rato, sem saltar, cabeceou com calma para o 3-1.Pensou-se que o jogo estaria resolvido mas na jogada de resposta, depois da bola ir ao meio campo, Fábio arrancou pela esquerda e bateu cruzado, fazendo um grande golo que voltou a colocar a equipa da casa na discussão dos 3 pontos.O último quarto de hora de jogo (incluindo dez minutos de desconto) foi emotivo, com jogadas de perigo perto de uma e outra baliza mas o resultado não se viria a alterar. A vitória do Fazendense é justa e foi muito valorizada pela capacidade de luta do Abitureiras.O trio de arbitragem teve uma actuação exemplar na primeira parte mas no segundo tempo o jovem árbitro Carlos Covão “borrou” a pintura. Equivocou-se várias vezes em lances fáceis de ajuizar, não teve um critério constante no capítulo disciplinar e os dez minutos de compensação foram um completo exagero. Ainda assim mostrou qualidades que o poderão tornar num bom árbitro.
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