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CDU acusa câmara de criar desleixo para privatizar

CDU acusa câmara de criar desleixo para privatizar

Coligação prevê a privatização da higiene e limpeza no concelho de Vila Franca

Os eleitos da CDU dizem que o amontoado de lixo e de monos pretende abrir caminho para a entrega dos serviços a empresas.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
O lixo amontoado junto dos contentores que cheiram mal e os monos espalhados pelas ruas do concelho são sinais evidentes da imagem que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira quer criar junto dos munícipes para vir dizer que é preciso privatizar os serviços por manifesta incapacidade para dar conta do recado. A ideia foi deixada pelo vereador comunista Nuno Libório num encontro com populares, no sábado, em Bom Sucesso, Alverca.“Os serviços municipais e das juntas de freguesia têm condições e capacidade para fazer melhor. A câmara está a talhar caminho para privatizar a recolha de lixo e a limpeza urbana”, disse o autarca a uma plateia com mais de três dezenas de moradores que resistiram à chuva junto à fonte de S. Romão.Contactada a presidente da câmara, limitou-se a referir, através do seu assessor de imprensa, que “o PCP gosta de agitar fantasmas”. E mais não disse.Mas não é apenas a limpeza, ou a falta dela, que preocupa os eleitos da CDU que dedicaram a jornada de trabalho às acessibilidades. Extra programa, apontaram também o dedo à política de urbanismo seguida pela maioria PS, ao abandono do património e à saúde.Nuno Libório lembrou que quando a extensão do centro de saúde do Bom Sucesso abriu, há cerca de três anos, foi prometido um acesso pedonal para a população de Arcena. “Não há acesso pedonal, nem rodoviário”, explica o vereador que acusa a maioria PS de não cumprir os acordos que faz com a população.No entender do autarca comunista a câmara “preocupa-se mais com o interesse de alguns do que com o interesse público e não pára de ceder aos interesses privados”. O vereador citou o exemplo da Urbanização Malva Rosa que disse estar numa situação de clara ilegalidade porque foram emitidas licenças de construção sem as infraestruturas estarem concluída e as casas foram habitadas sem licenças de habitabilidade.Outro exemplo apontado, “num território de ilegalidades”, foi o da antiga Previdente, no Sobralinho, onde foi previsto antecipadamente a alteração do uso do solo para viabilizar mais uma mega urbanização num terreno que o Plano Director Municipal (PDM) destinou para actividades económicas e industriais. “Agora vai ser um condomínio de luxo que já está a ser promovido nas feiras”, concluiu.Nelson Silva Lopes
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