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Condomínio fechado em risco

Condomínio fechado em risco

Companhia das Lezírias tem em curso três projectos em Samora

O condomínio fechado do Pinheiro Alto em Samora Correia pode morrer á nascença. As condicionantes impostas devem inviabilizar o projecto da Companhia das Lezírias. A sociedade avança com dois outros projectos na Tapada das Cardosas e no Calvário.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
As casas térreas pintadas de ocre e branco deviam dar lugar a um condomínio fechado com imponentes moradias na Rua do Povo Livre em Samora Correia. A Companhia das Lezírias proprietária de uma vasta área na zona do Pinheiro Alto, conhecida por Pombalinho, pretende urbanizar o espaço e apresentou um estudo prévio de loteamento na Câmara Municipal de Benavente. Os técnicos da autarquia alertaram para várias condicionantes que podem comprometer o processo.Uma boa parte dos mais de dois hectares de terreno está em leito de cheia onde não é permitida qualquer construção, nem sequer os espaços de estacionamento pretendidos. Os técnicos questionaram ainda a altura pretendida para o telhado das moradias e o facto das construções formarem uma barreira que impede o contacto visual com o rio.Contrariedades suficientes para fazer cair o projecto. “Compreendemos perfeitamente a posição dos técnicos, mas com a redução da área de construção, receamos não ter viabilidade económica para avançar com o projecto. Vamos fazer nova análise mas, provavelmente, vamos abandonar este processo”, disse a O MIRANTE, o presidente do conselho de administração da Companhia das Lezírias, Vítor Barros.O processo entregue o ano passado aponta para a construção de 31 moradias de um e dois pisos, uma sala de convívio, um bar, piscina, parque infantil e bolsas de estacionamento para residentes e visitantes. Haverá ainda um miradouro para contemplar o Sorraia e a Lezíria. O autor do estudo, o arquitecto José Lebre, compromete-se a manter a traça entre o coreto do Jardim João Fernandes Pratas e a zona do estaleiro da junta de freguesia no Pombalinho.O loteamento a implementar numa área de cerca de 21 mil metros quadrados contempla ainda uma área de cedência de 902 metros quadrados para equipamentos públicos. Parte desta área de cedência está em zona da Reserva Agrícola Nacional (RAN) e inundável quando as águas do rio Sorraia invadem a margem.Segundo o estudo prévio, a fachada dos actuais edifícios será mantida e será recuperado um edifício existente no local e cuja história remonta às origens da ocupação daquele espaço pela Companhia das Lezírias.Numa primeira interpretação do parecer dos técnicos da autarquia, o presidente da Câmara, António Ganhão considerou que as condicionantes são ultrapassáveis e frisou a importância da recuperação daquele espaço, mantendo a arquitectura existente nas casas que albergaram durante anos as famílias dos trabalhadores da Companhia das Lezírias. “É claro que será outro tipo de casas com mais comodidade e conforto, mas é possível preservar aquela memória colectiva”, disse o edil.A câmara foi ao local para se inteirar com maior precisão das construções existentes e da pretensão do autor do projecto e manteve a sua posição. A construção pode avançar com as condicionantes impostas. O presidente da CL está a fazer contas para apurar as implicações da reformulação do projecto e teme que não tenha viabilidade económica.“Herdámos três projectos de investimento imobiliário e se deixarmos este temos os outros dois que vão exigir muito da CL”, referiu o gestor.Nelson Silva Lopes
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