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Insegurança dos transportes preocupa encarregados de educação

Insegurança dos transportes preocupa encarregados de educação

Ameaçam boicotar actividades de enriquecimento curricular em Riachos

Os pais admitem não deixar os seus filhos frequentar as aulas de enriquecimento curricular caso não sejam revistas as condições de segurança no transporte das crianças entre Riachos e Torres Novas.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
A Associação de Pais e Encarregados de Educação do 1º Ciclo e Pré-Escolar de Riachos (APER) está preocupada com a segurança no transporte e no acompanhamento das crianças do 1º ciclo de Riachos que frequentam as actividades de enriquecimento curricular no Palácio dos Desportos e nas Piscinas Municipais de Torres Novas. Alega que os autocarros não têm condições, pela não existência de cintos de segurança, e diz que não há vigilantes suficientes durante o trajecto. Esta última situação já terá sido entretanto resolvida, segundo uma responsável do agrupamento de escolas.Numa reunião da APER que juntou sexta-feira mais de 70 encarregados de educação nas instalações da antiga escola primária de Riachos, foi clara a posição dos presentes: há que fazer valer os interesses das crianças e zelar pela sua segurança. Mesmo que isso implique boicotar as actividades de enriquecimento curricular. O que admitem fazer já durante esta semana.Os encarregados de educação não gostam de ver os filhos transportados em “autocarros velhos, sem cintos de segurança”. “Segundo a lei em vigor desde Abril deste ano, todos os lugares nos autocarros devem estar equipados com cintos de segurança, e isso não está a acontecer”, garante José Alberto Barroso, presidente da APER.Muitos pais garantem que os filhos só continuam a frequentar as actividades “porque não têm outra alternativa”. “Apesar das actividades em causa serem de opção, devendo ser realizadas em horário extra-curricular, isso não está a acontecer. Essas aulas estão a ser ministradas dentro do horário escolar. E os pais foram informados que se as crianças não as frequentarem é-lhes marcada falta”, explica José Manuel Graça.Uma situação que se coloca, segundo a professora Conceição Tomé, responsável pelo 1º Ciclo do Agrupamento de Escolas Humberto Delgado, porque “a câmara municipal considera que esta é a hipótese mais viável para dar resposta aos dois agrupamentos de escolas do concelho – Humberto Delgado e Gil Paes”.Conceição Tomé garante que o Agrupamento de Escolas está ao corrente das preocupações sentidas pelos pais dos alunos do primeiro ciclo de Riachos e assegura que “têm sido feitos todos os esforços, junto da Câmara de Torres Novas, para se tentarem resolver as dificuldades sentidas no terreno”. Até ao fecho desta edição não foi possível obter qualquer esclarecimento acerca do assunto junto da Câmara Municipal de Torres Novas.Carla Paixão
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