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Jovem de 20 anos morta com cinco facadas

Jovem de 20 anos morta com cinco facadas

Lúcia Sousa andava a fugir do ex- companheiro há mais de um mês

Uma caixa do Modelo de Salvaterra foi morta com cinco facadas pelo ex-companheiro e pai de um dos filhos. O homicida tinha saído da prisão há menos de dois meses.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
Lúcia Sousa, 20 anos, estava a conversar com a empregada do café no interior do Modelo de Salvaterra de Magos quando na tarde de domingo foi arrastada para a morte pelo seu ex-companheiro. Depois de lhe dirigir palavras injuriosas assassinou-a com cinco facadas, a última nas costas.Ricardo Afonso, conhecido pelo “cigano”, 29 anos, confessou o crime à GNR de Benavente e recolheu à prisão depois de ouvido pelo juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Vila Franca de Xira, na segunda-feira.O agressor é o pai do filho mais novo da vítima. O homicida tinha saído, há menos de dois meses, da cadeia onde cumpriu uma pena por vários crimes de condução ilegal.Uma amiga de Lúcia, que pediu anonimato, contou a O MIRANTE que quando regressou a casa, o homem agrediu a companheira várias vezes e esta acabou a relação e foi viver para casa dos pais com receio que ele concretizasse as ameaças. “Ela andava sempre com medo. Por vezes pedia que a acompanhassem no percurso entre a casa e o trabalho. Ele dizia que a matava”, revelou outra amiga, que também recusou ser identificada por temer represálias.Lúcia Sousa trabalhava como caixa no Modelo e no domingo preparava-se para entrar ao serviço e cumprir mais um turno. Uma testemunha contou que o agressor chegou, pediu uma mini e puxou por uma nota de 10 euros para pagar. Depois disse à vítima que queria conversar. “Como ela não respondeu, ele agarrou-a por um braço e levou-a para o exterior do Modelo”, referiu uma das testemunhas.A amiga de Lúcia nunca pensou que aquela zanga terminasse em tragédia. “Não me apercebi que ele estava armado com a faca. Se visse teria ido atrás dele e pedido ajuda”, referiu. Segundo a testemunha, o segurança do hipermercado ainda tentou evitar que o homem arrastasse a vítima, mas em vão. Lúcia foi esfaqueada e ficou em agonia num espaço contíguo ao hipermercado numa zona de novas vivendas. O agressor fugiu depois de espetar a faca nas costas da mãe do filho. Os Bombeiros Voluntários de Salvaterra e uma equipa médica do INEM ainda tentaram salvar a jovem que não reagiu aos ferimentos e à perda de sangue. O corpo foi transportado para o Centro de Saúde de Benavente.O funeral realizou-se na tarde de terça-feira e constitui uma manifestação de consternação e revolta. Familiares e amigos não aceitam o gesto “cruel” do homicida e reclamam justiça.Lúcia Sousa deixa dois filhos de quatro e dois anos, o mais jovem filho do agressor. As colegas de trabalho e amigas dizem que era uma lutadora. “Era jovem, mas sofreu muito, embora conseguisse disfarçar o sofrimento. Não merecia este fim”, lamenta uma funcionária de uma das lojas do hipermercado.A tragédia também se abateu sobre os clientes. Jorge Alexandre Almeida lamenta que não exista uma segurança reforçada e armada nestes espaços de grande concentração de pessoas. Enquanto a mulher. Lurdes Almeida critica o facto da loja ter continuado aberta “como se nada tivesse acontecido”. Nelson Silva Lopes
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