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Permitida a entrada a maiores de 23

Ministério alargou campo de recrutamento de estudantes do ensino superior

Com a nova lei, uma pessoa com a antiga quarta classe pode candidatar-se ao ensino superior. É uma forma de aumentar a qualificação e de alargar o campo de recrutamento a politécnicos e universidades.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
A média de idades da população estudantil dos institutos politécnicos da região vai subir substancialmente neste ano lectivo. A abertura de vagas para candidatos maiores de 23 anos alargou o universo de recrutamento de alunos e permitiu a sobrevivência de alguns cursos sem procura por parte dos estudantes do chamado contingente geral. No Politécnico de Tomar entraram 192 alunos por essa via. Pelo contingente geral entraram 407. Ou seja, um terço dos caloiros tem mais de 23 anos. Em Santarém, segundo Vânia Fernandes, do gabinete de relações externas, terão entrado entre 40 a 50 alunos nessas condições distribuídos pelos cursos das várias escolas. Mas na terceira e última fase de candidatura, que decorre entre 2 e 9 de Novembro, poderão ser colocados mais alguns para preencher as poucas vagas sobrantes. O crivo para selecção não parece muito apertado. Um exemplo: os 28 candidatos que prestaram provas para entrar no curso de Engenharia Civil da Escola Superior de Tecnologia de Tomar tiveram todos positiva e ficaram todos colocados. São mais do que os 21 que entraram nesse curso oriundos do contingente geral. No curso de Gestão da Escola Superior de Gestão de Tomar entraram os 24 candidatos. E no de Administração Pública, 16 dos 19 alunos que entraram para o primeiro ano são maiores de 23.O caso mais paradigmático passa-se com o curso de Auditoria e Fiscalidade da Escola Superior de Gestão de Tomar, em que os oito colocados entraram todos através desse regime especial de acesso. O que o permitiu que o curso tivesse turma de primeiro ano. O vice-presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Eugénio Almeida, diz que o regime especial de acesso para maiores de 23 foi a forma encontrada pelo Governo para abrir o ensino superior a pessoas com qualificações que de outra forma dificilmente o poderiam frequentar.“Mas o facto de terem acesso ao ensino superior não quer dizer que vão ser todos licenciados”, afirma, discordando das vozes que falam de algum facilitismo nas provas de acesso. “Isso foi uma tentativa de descredibilização que surgiu na comunicação social onde se referia que qualquer pessoa com a quarta classe pode entrar no ensino superior”.Eugénio Almeida lembra que nas três provas de acesso o que se pretende é “aferir a capacidade da pessoa para apreensão de conhecimentos”. Outra coisa bem diferente é saber se esses alunos têm capacidade para apreender os conteúdos ensinados nos cursos. Aí, estarão em pé de igualdade com os restantes alunos. E quem não souber chumba.O regulamento para candidaturas é feito escola a escola. A candidatura prevê a realização de provas de cultural geral, teórica ou prática específica bem como uma entrevista. Nas provas efectuadas nos politécnicos de Tomar e Santarém a esmagadora maioria dos candidatos teve nota positiva (10 valores ou mais numa escala de 0 a 20).

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