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Politécnicos da região com vagas por preencher

Procura foi maior em Santarém do que em Tomar

O Politécnico de Tomar preencheu pouco mais de metade das vagas abertas no âmbito do regime geral de acesso ao ensino superior. O de Santarém teve mais procura e atingiu os noventa por cento de vagas completas.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
O curso de Auditoria e Fiscalidade da Escola Superior de Gestão de Tomar não teve nenhum candidato às 35 vagas existentes durante as duas fases de candidatura ao ensino superior. E o de Administração Pública apenas acolheu três candidatos para 35 vagas. Os cursos vão no entanto ter turmas de primeiro ano graças aos candidatos que entraram através do processo especial de acesso designado “Maiores de 23” criado este ano (ver texto ao lado). Esses são os exemplos extremos no Instituto Politécnico de Tomar (IPT) onde quase metade das vagas abertas para o contingente geral ficou por completar. Entraram 407 alunos para as 715 vagas abertas no âmbito do regime geral de acesso ao ensino superior. A quebra mais acentuada verificou-se na Escola Superior de Gestão, onde os cursos acima mencionados e o de Gestão (11 alunos para 40 vagas) ficaram muito aquém do desejado pelos responsáveis do instituto. Em compensação, Recursos Humanos (45 vagas), Gestão Turística e Cultural (35) e Gestão e Administração de Serviços e Saúde (30) ficaram completos. A obrigatoriedade de realização de provas específicas de Matemática para entrada nalguns desses cursos é uma das razões apontadas pelo vice-presidente do IPT, Eugénio Almeida, para a pouca procura em áreas como a Gestão de Empresas e Auditoria e Fiscalidade. Além disso há ainda os cursos de engenharia (nas escolas superiores de tecnologia de Tomar e Abrantes), com vários cursos que exigem provas e matemática e física. Disciplinas de que muitos alunos fogem e onde o aproveitamento é baixo.Na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes apenas o curso de Comunicação Social viu a totalidade das 35 vagas preenchida. Os cursos de Design e Desenvolvimento de Produtos, Engenharia Mecânica e Tecnologias de Informação e Comunicação, todos com 20 vagas abertas, apenas acolheram entre 4 e 8 alunos.Eugénio Almeida desdramatiza a situação e diz mesmo que até esperavam menos procura na segunda fase de acesso, cujo período de matrículas decorreu na semana passada. Realça ainda que o IPT, ao contrário de outros politécnicos, optou por não reduzir o número de vagas para assim obter melhores percentagens ao nível das colocações. “Se baixarmos o número, logicamente que sobe a percentagem”. Mas os responsáveis preferem manter o número de vagas para poderem ir aferindo ano a ano a evolução da procura.Estratégia resultou em SantarémNo Instituto Politécnico de Santarém o preenchimento de vagas superou os 90 por cento. A suspensão de vagas nalguns cursos (Equinicultura, Engenharia de Ordenamento e Desenvolvimento Rural e Engenharia do Ambiente) com pouca procura na Escola Superior Agrária e a criação de outros (Nutrição Humana e Ciência e Tecnologia dos Alimentos), que viram todas as suas vagas preenchidas, ajudam a explicar os números. Aliás a Escola Agrária preencheu todas as 135 vagas para os seus quatro cursos. O mesmo se passou nas escolas superiores de Enfermagem e de Desporto. As excepções registaram-se na Escola Superior de Educação, onde o curso para professores do 1º ciclo apenas teve 9 candidatos para 20 vagas. E na Escola Superior de Gestão ficaram vagas por preencher nos cursos de Administração Pública (11 candidatos para 35 vagas), Informática (11-35) e Contabilidade e Fiscalidade (41-60). Muitas dessas vagas deverão também ser colmatadas com candidatos do contingente especial, designadamente através do Maiores de 23.A presidente do Instituto Politécnico de Santarém congratula-se com o facto de o IPS ser uma das instituições de ensino superior “mais procuradas” e por ter cumprido o objectivo de preencher 90 por cento das quase 800 vagas postas a concurso nas cinco escolas. “Somos o quarto instituto politécnico com maior percentagem de vagas ocupadas”, regozija-se Maria de Lurdes Asseiro.João Calhaz

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