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Suspeita de intoxicação alimentar em escola de Torres Novas

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
Uma intoxicação alimentar causada pelo arroz de peixe servido ao almoço no refeitório da Escola Manuel de Figueiredo, em Torres Novas, poderá justificar as queixas dos 18 alunos assistidos no hospital da cidade na quinta-feira, 26 de Outubro. Bem como das 30 crianças que receberam os cuidados de uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas ainda no recinto da escola.Passavam poucos minutos das 13h00, quando vários alunos do sexto ano começaram a sentir-se mal, acusando dores de cabeça e de barriga. Os sintomas depressa se alastraram, provocando um ambiente de ansiedade geral. Às queixas físicas, começaram a juntar-se os sinais de nervosismo. “Quando as queixas começaram a aumentar chamámos os bombeiros e contactámos os encarregados de educação. Gerou-se um grande aparato e por isso, alguns alunos começaram a ficar ansiosos. Tivemos de tomar medidas imediatas”, explica a presidente do conselho executivo, Ana Cristina Coelho.Dentro da escola, os bombeiros montaram um hospital de campanha, com o apoio de um médico e de um enfermeiro do INEM, onde foi feita uma primeira triagem aos alunos queixosos. À maioria foi diagnosticada uma gastrite ligeira. Os casos mais complicados foram encaminhados para o hospital. Nesse dia, o refeitório da escola serviu 258 refeições. Da ementa constava uma sopa de legumes, arroz de peixe, leite-creme, iogurte e fruta. As principais suspeitas recaem sobre o arroz de peixe. “A delegada de saúde esteve na escola e a comida já seguiu para análise. O que é estranho é que foram servidas mais de duzentas refeições e só os alunos de duas turmas é que apresentaram sintomas”, refere Ana Cristina Coelho. “As refeições sempre foram asseguradas pela escola e nunca houve qualquer problema. Na minha opinião o que aconteceu foi que muitos deles se enervaram, e por isso foram transportados para o hospital”, diz a professora.O MIRANTE tentou contactar o hospital de Torres Novas, a fim de esclarecer o diagnóstico atribuído às crianças que ali receberam assistência, mas até ao fecho desta edição não foi possível chegar à fala com a directora do Serviço de Urgência.

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