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Trabalhadores alcoolizados ignoram tratamento

Trabalhadores alcoolizados ignoram tratamento

Prazo dado pela autarquia de Azambuja já foi ultrapassado

O motorista e o mecânico da Câmara de Azambuja, surpreendidos com excesso de álcool no local de trabalho, ainda não procuraram os serviços para beneficiar de acompanhamento médico, tal como tinha sido combinado.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
Os dois funcionários da Câmara Municipal de Azambuja surpreendidos no local de trabalho com elevadas taxas de álcool no sangue ainda não compareceram nos serviços sociais da autarquia para serem encaminhados para tratamento médico, tal como tinha ficado definido.A informação foi avançada na última reunião de câmara de segunda-feira pelo vereador José Manuel Pratas, durante a apresentação do regulamento do teste de alcoolemia (ver caixa).O eleito lamenta que os dois funcionários não tenham ainda abordado os serviços da autarquia para tratamento numa consulta médica da especialidade, tal como tinha sido deliberado pela câmara a 27 de Setembro.Há cerca de um mês a autarquia decidiu dar uma segunda oportunidade aos trabalhadores da câmara que em Junho foram apanhados com taxas de 2,76 e 3,39 gramas de álcool por litro de sangue.O processo disciplinar instaurado por uma jurista da autarquia indicou como pena a aplicar um mês de suspensão sem vencimento, mas o executivo optou por dar o benefício da dúvida aos trabalhadores, suspendendo a pena por um ano. Os dois funcionários ficaram assim obrigados a comparecer no prazo de 10 dias junto do Gabinete de Saúde e Acção Social para acompanhamento e encaminhamento para uma consulta de alcoolismo a funcionar no Hospital Júlio de Matos, prazo que já foi excedido em quase 20 dias.José Manuel Pratas garante que está a ser feita uma vigilância mais apertada aos dois funcionários, denunciando ainda que alguns camaradas de trabalho já chegaram ao ponto de os desafiar a beber, embora os dois trabalhadores terem resistido. Apesar da conduta que têm seguido até à data não compareceram ainda nos serviços camarários.No dia 29 de Junho um motorista de veículos pesados e um mecânico da Câmara Municipal de Azambuja, ambos de 46 anos, foram surpreendidos no local de trabalho com excesso de álcool no sangue, como noticiou O MIRANTE. Os dois funcionários foram sujeitos ao teste de alcoolemia, depois de um outro funcionário ter alertado para o estado em que se encontravam. Confirmadas as taxas, foram suspensos e foram abertos os processos de averiguações.O álcool, mesmo quando ingerido em pequenas quantidades, actua sobre o cérebro, dificultando a concentração e vigilância. A situação é ainda mais grave durante a condução de veículos. Segundo a legislação em vigor em Portugal é proibido conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,50 g/l. Ana Santiago
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