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Uma rua do terceiro mundo em Vialonga

Uma rua do terceiro mundo em Vialonga

Obras de saneamento impedem circulação de peões e acessos às garagens

Moradores e comerciantes estão cansados dos prejuízos das obras na rua 1º Maio em Vialonga. A junta de freguesia reconhece a incompetência do empreiteiro e dos serviços municipalizados.

Edição de 25.10.2006 | Sociedade
As obras de remodelação da rede de saneamento de Vialonga estão a deixar os moradores à beira de um ataque de nervos. A rua 1º de Maio está transformada num autêntico lamaçal impedindo a circulação pedonal e o estacionamento dos automóveis nas garagens. Após a retirada do tapete de alcatrão, há cerca de três semanas, e com a precipitação que se tem registado o estado da rua tem vindo a piorar. Quem mora na 1º de Maio já desistiu de deixar os carros nas respectivas garagens para não se arriscar a ficar atolado. É o caso de António Mocho, que apesar de ter um jipe, tem dificuldades em circular na via dado o volume de lama. “Podiam pôr aqui cascalho ou qualquer coisa para isto não estar assim”, sugere o morador, acrescentando “se me roubarem o carro que se responsabiliza?” António Mocho lamenta o arrastar da obra, que arrancou em Julho “e parece não ter fim à vista. Há dias em que eles [os trabalhadores] nem aparecem aqui”. Reconhecendo “que as obras têm que incomodar”, o morador frisa, no entanto, a “falta de consideração total pelas pessoas” por parte da empresa, que acusa de não ter “competência profissional”. António Mocho conta que numa madrugada em que a esposa se sentiu mal ficou impedido de tirar o carro da garagem por ter “um monte de entulho à saída”. Um outro residente na rua dá mais um exemplo da “incompetência” da empresa: “há dias taparam-me o buraco do algeroz com pedras e se não fosse eu a chamar a atenção ficava assim”. Para o proprietário uma loja de móveis na rua o maior problema é a demora na concretização das obras, que deveriam estar concluídas no final de Setembro. “Fizeram parar o negócio. Estamos aflitos, só espero que eles acabem com isto de uma vez, porque no estado em que isto está ninguém passa aqui na rua, nem a pé nem de carro”, refere.Junta de Freguesia reconhece incompetência Uma outra comerciante, e também moradora na 1º de Maio, já manifestou o seu descontentamento junto do presidente da Junta de Freguesia de Vialonga. A moradora solicitou ainda que seja espalhado algum material na rua para permitir a circulação dos carros e a passagem das pessoas. A O MIRANTE, Manuel Valente refere que a junta já fez entretanto esse pedido ao empreiteiro e aguarda que ele o concretize. Segundo o autarca, o empreiteiro responsável pelo troço da rua 1º de Maio em causa é o único das cinco empresas que têm a cargo as obras de remodelação da rede de saneamento a dar problemas. “Faz tudo tarde e a más horas e o trabalho não fica bem feito”, explica Manuel Valente. O responsável da empresa já foi chamado à atenção pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Vila Franca de Xira (SMAS). Esta entidade, responsável pelas obras, obrigou inclusive a empresa a colocar um tapete novo na rua, depois de a obra ter sido dada como concluída, por os remendos feitos no alcatrão terem começado a abater.O presidente da junta de Vialonga lamenta a “falta de sensibilidade” do empreiteiro face aos constrangimentos que estas obras trazem para os moradores. No entanto, Manuel Valente aponta também o dedo ao acompanhamento técnico por parte dos SMAS que, refere, “deixa muito a desejar”. O autarca espera que as obras de remodelação, que estão a ser feitas em toda a parte velha de Vialonga onde a rede de saneamento não era mexida há mais de 50 anos, estejam concluídas na segunda quinzena de Novembro. Sara Cardoso
Uma rua do terceiro mundo em Vialonga

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