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Chamusca e Torres Novas empatam sem golos

Futebol de má qualidade no campo da Parreira entre dois candidatos ao título

Esperava-se um bom jogo entre os dois primeiros da Série A, mas União de Chamusca e Torres Novas protagonizaram um jogo pobre, que só a emoção do 0-0 foi tornando interessante. A partida ficou ainda marcada pela grave lesão do jogador Fat.

Edição de 31.10.2006 | Desporto
O mau estado do terreno do Campo Manuel do Junco, na Parreira, Chamusca, aliado ao facto da equipa da União Desportiva de Chamusca ter ficado reduzida a dez elementos logo aos seis minutos de jogo, contribuiu decisivamente para o mau futebol praticado pela equipa chamusquense e do Clube Desportivo de Torres Novas, que ocupam os primeiros lugares da série A do Campeonato Distrital da Primeira Divisão.Os muitos espectadores que viajaram até à Parreira mereciam mais. O empenhamento dos jogadores foi grande mas futebol de qualidade não se viu. O jogo, completamente atípico, acabou por valer pela emoção que a incerteza do resultado levou até ao apito final do árbitro.O Torres Novas entrou melhor na partida, pressionou desde o primeiro minuto, e logo aos seis minutos, numa jogada totalmente inofensiva, o guarda-redes chamusquense Nelson preparava-se para pontapear uma bola atrasada por um companheiro mas esta saltou num ressalto do terreno, passou-lhe por cima do pé, e Joel apareceu em corrida e encaminhava-se para o galo. Quando se aprestava para rematar para a baliza deserta foi derrubado por Nelson, o árbitro assinalou a respectiva grande penalidade e mostrou o cartão vermelho ao guarda-redes chamusquense.Mário Lázaro viu assim a sua equipa reduzida a dez elementos, fez sair o lateral esquerdo Miguel Duarte e fez entrar Gonçalo Carvalho para a baliza. E o novo guarda-redes entrou em grande. Calçou as luvas, foi decidido para a baliza e defendeu a grande penalidade marcada por Mário Nelson.Os dados estavam lançados, Mário Lázaro fez recuar ainda mais a sua equipa. O ponta de lança Alex passou a defender todo o flanco esquerdo da equipa chamusquense, e a pressão dos torrejanos acentuou-se. As oportunidades de golo foram surgindo e aos 13 minutos Gonçalo Carvalho voltou a estar em grande ao defender de forma magistral um remate cruzado de Mário Nelson.Com o passar do tempo a equipa da Chamusca conseguiu sacudir um pouco a pressão do seu adversário, e embora sempre mais perto da baliza da equipa da casa, o jogo desenrolou-se com muita luta a meio campo, e nesse campo foi notável o espírito de sacrifício evidenciado pelos jogadores chamusquenses.Perto do intervalo, a equipa comandada por Mário Lázaro teve um ligeiro assomo, e acercou-se um pouco mais da baliza defendida por Galrinho. Conquistou três cantos consecutivos mas o perigo nunca foi muito.O intervalo chegou com as equipas empatadas a zero. Um resultado já nessa altura lisonjeiro para as cores chamusquenses, mas que também penalizava a ineficácia dos avançados torrejanos.Para o segundo tempo, Mário Lázaro fez entrar o novo reforço, Telmo, para o lugar de Tiago Silva, tentando assim dar uma maior consistência ao meio campo. Conseguiu-o mas os torrejanos continuaram a ser superiores.Contudo não era dia dos avançados da equipa comandada por João Henriques. Falharam golos de todas as maneiras e feitios, precipitados quando se isolavam, como aconteceu com Miranda, que depois de ultrapassar Gonçalo Carvalho atirou a bola incrivelmente ao lado.Os torrejanos ainda introduziram duas vezes a bola na baliza do União de Chamusca, mas foram dois golos que não contaram, um porque o árbitro assistente André Gralha, assinalou bem fora de jogo, outro porque o mesmo assistente viu uma falta sobre o guarda-redes chamusquense. Estas decisões foram muito contestadas pelos jogadores e técnicos do Torres Novas, mas quanto a nós foram bem assinaladas. Os torrejanos mereciam vencer, mas o empate acaba por ser um prémio para o espírito de sacrifício dos jogadores chamusquenses, que no final foram justamente aplaudidos pelos seus adeptos.Para o mau jogo a que se assistiu contribuiu também o árbitro. Gonçalo Dias é muito jovem, teve dualidade de critério na marcação de faltas e principalmente na amostragem de cartões. Esteve bem na exclusão de Nelson mas deixou até ao fim em campo o experiente Afonso, que por várias vezes fez coisas que não podiam passar em claro.

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