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Ferrovia terá política tarifária semelhante à do sector aéreo

Edição de 31.10.2006 | Economia
O Governo quer introduzir diferenças tarifárias no serviço ferroviário de longo curso, consoante a qualidade e seguindo uma política comercial semelhante à que se pratica no sector da aviação, disse à Lusa fonte oficial do Ministério das Obras Públicas.Por outro lado, no âmbito das políticas orientadoras para o sector, vai ser criado o sistema de "bilhete único", que permitirá ao cliente adquirir o seu título de transporte da origem ao destino final, independentemente das ligações implicadas no percurso.A reestruturação tarifária e alteração da bilhética vai ser adaptada às necessidades do mercado, de forma a aumentar a procura e as receitas. Segundo a mesma fonte, é preciso aumentar as taxas actuais de utilização tanto da infra-estrutura ferroviária (cerca de 54 por cento) como da utilização dos serviços (que ronda os 60 por cento).A aplicação das melhores tarifas baseadas no comportamento do mercado, com preços diferenciados consoante os títulos sejam adquiridos com antecedência, em cima da hora ou on-line, será a política adoptada para o longo curso.Para o serviço regional, o Governo vai pedir ao recém-criado Instituto da Mobilidade e do Transporte Terrestre (IMTT) para alterar a Tarifa Geral de Transportes publicada em 1975, dada a "incoerência" do actual sistema.No modelo tarifário actualmente praticado no serviço regional o preço é fixado pelo Governo para os percursos inferiores a 50 quilómetros, aplicando a CP preços em função do mercado nos restantes troços."A existência destes dois critérios para a elaboração do preço tem originado situações incoerentes que importa eliminar, tornando o sistema perceptível, coerente e não discriminatório", refere o documento orientador para o sector.Por outro lado, nos serviços que a CP presta nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, preconiza-se uma reformulação do modelo tarifário e uma redefinição da repartição do passe intermodal em Lisboa e a expansão do sistema Andante e a actualização da base tarifária no Porto.Na Área Metropolitana de Lisboa é reconhecida a existência de uma "desadequação do actual zonamento", definido em 1975, à promoção do transporte colectivo, havendo uma "proliferação de títulos de transporte e de tarifas" que geram "injustiças relativas" para clientes e operadores.A racionalização e simplificação do sistema na Área Metropolitana de Lisboa deverá ser proposta, até ao fim do ano, por um grupo de trabalho que integra o Governo e todos os operadores da Área Metropolitana de Lisboa.Lusa

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