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Câmara apresenta estudos para salvaguardar centros antigos

Em Alverca, Alhandra e Vila Franca de Xira

Requalificar em vez de demolir para construir de novo é uma das linhas orientadoras dos planos de recuperação dos centros antigos. O problema do estacionamento merece um sublinhado em Vila Franca.

Edição de 31.10.2006 | Sociedade
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira encomendou três estudos para salvaguardar os centros antigos das freguesias de Alhandra, Alverca e Vila Franca de Xira. Os documentos deverão servir como instrumento orientador, sem carácter vinculativo, de futuras intervenções nas áreas em questão para além de apresentarem sugestões para cada freguesia. Os centros antigos de Alverca, Alhandra e Vila Franca de Xira foram delimitados de acordo com o Plano Director Municipal e tendo em conta as características urbanísticas e a história. As propostas, apresentadas na reunião de câmara de 25 de Outubro, visam a uniformização e o potenciamento destas áreas tendo por base a preservação da identidade de cada freguesia.Do estudo para a salvaguarda do centro antigo de Alverca, delimitado pela rua do Castelo e pela rua Catarina Eufémia, consta a necessidade de travar a construção nesta área. A proposta é que se adopte a política da recuperação de edifícios antigos em vez da sua substituição por novos. O aumento da mobilidade dos peões, com a sugestão de algumas pedonalizações e o alargamento dos passeios, faz também parte do estudo. Uma das preocupações é a ligação entre a parte norte e sul da zona, atravessada pela Estrada Nacional 10, o que deverá ser resolvido com a construção da via alternativa a Alverca. A harmonização do mobiliário urbano, que hoje apresenta grande discrepância, é outra das propostas do estudo, transversal às três freguesias.Para o centro antigo de Alhandra o estudo prevê a recuperação de edificações existentes, propõe a criação de um percurso turístico que conflua na praça 7 de Março e na zona ribeirinha. Um caminho pedonal, com ciclovia, integra também o conjunto de sugestões apresentadas pelo estudo feito pela Urbiteme, que também concretizou o de Alverca. Para as futuras construções o estudo alerta para a necessidade de se conter a escala volumétrica dos edifícios, referindo ainda a recuperação da actividade económica como um factor importante para a sobrevivência do núcleo central de Alhandra.Ao centenário Teatro Salvador Marques, de raiz italiana, que esteve na eminência de ser demolido pela câmara municipal, o estudo atribui uma classificação de valor de memória do edifício, sugerindo a sua preservação.

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