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Casa ameaça ruir

Casa ameaça ruir

Desabamento obrigou à demolição de garagem em Benavente

O desabamento de terras obrigou à demolição duma garagem em Benavente e deixou marcas na casa duma família que dorme sobre a ameaça de uma tragédia. O Serviço de Protecção Civil garante que não há perigo de derrocada.

Edição de 31.10.2006 | Sociedade
Há mais de uma semana que Maria dos Anjos e a filha não conseguem dormir com receio que a casa lhes caia em cima. O temporal do fim de semana de 21 e 22 de Outubro deixou marcas na casa e o desabamento de terras obrigou à demolição da garagem e da oficina-na Azinhaga do Contador, em Benavente-por parte dos serviços municipais.Agora é a casa onde vive com os filhos que ameaça cair e a família desesperada apela à ajuda da câmara. “Temos medo de estar aqui. Já viu que toda a água vem cair aqui e isto está numa lástima”, explica Maria dos Anjos Moreira. A proprietária é viúva e conta apenas com o seu salário de auxiliar na Santa Casa da Misericórdia para sustentar a família que inclui dois filhos, uma jovem estudante universitária e um rapaz doente. A pensão que resulta da morte do marido vai directamente para o banco para pagar o empréstimo que herdaram. “Eu estou disposta a tudo. Se a câmara quiser pode ficar com a casa e com este terreno, desde que me arranje um local para viver”, explica.O terreno à beira da estrada confina com a primeira de um lote de moradias e, aparentemente, foi valorizado pelas construções vizinhas. Só a casa de Maria de Jesus- construída de forma simples e económica, há 23 anos destoa num local onde as cores alegres dominam nas vivendas de dois pisos. A proprietária garante que nunca teve negociações directas com a empresa urbanizadora para vender o seu prédio e sair do local.Maria dos Anjos diz que o seu problema começou com a construção das vivendas. “Não fizeram retenção das águas e toda a água vem para cima da minha propriedade”, lamenta. A proprietária garante que denunciou a situação, várias vezes, junto do município, mas não foi ouvida. “Nunca me ligaram. Nem a câmara, nem o construtor que sabe muito bem o que fez”, refere.Protecção civil garante que não há riscoO Serviço Municipal de Protecção Civil de Benavente esteve no local após o alerta da proprietária e concluiu da necessidade de demolir parte da construção onde havia uma garagem e uma pequena oficina onde o filho de Maria de Jesus fazia alguns biscates. Segundo o coordenador do serviço, vereador Miguel Cardia, os serviços municipais efectuaram a demolição porque a proprietária disse não ter recursos para o fazer e dado o perigo de derrocada.Quanto ao resto do edifício, uma análise feita no local pelos técnicos do município e da protecção civil, concluiu “não haver perigo de derrocada, apesar do mau estado de conservação do imóvel”, diz o responsável a O MIRANTE.Em relação à pretensão da proprietária de ser realojada noutro local, Miguel Cardia refere que a câmara irá analisar a situação quando for confrontada com o caso. Os serviços irão elaborar um relatório social para definir a situação social da família.
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