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Falta de limpeza causa inundações em Porto da Lage

Edição de 31.10.2006 | Sociedade
O padeiro já tinha cozido o pão quando na quarta-feira, 25 de Outubro, a água irrompeu pelo interior da panificadora Rosa, na aldeia de Porto da Lage, Tomar. Um azar para a proprietária, que ficou com muitos euros de prejuízo, tal como outros habitantes da localidade, que todos os anos lutam contra a entrada das águas nas habitações.Nessa manhã a zona adjacente à ribeira da Beselga parecia um autêntico mar. Homens e mulheres empunhavam canas para desentupir outras canas e detritos que não deixavam passar a corrente por baixo da velha ponte. “Isto é culpa da câmara, que não limpou a ribeira”, diziam alguns. “Também é culpa de quem tem aqui terrenos e não os limpa”, declarava outra habitante. A professora e as 27 crianças da escola do 1º ciclo também foram surpreendidas pela água e tiveram que ser evacuadas por uma carrinha de caixa aberta conduzida pelo presidente da Junta de Freguesia da Madalena. Arlindo Nunes também deita as culpas aos serviços da câmara. “No Verão mandei um ofício à protecção civil municipal para limparem a ribeira em cerca de 300 metros. Até disponibilizei homens da junta para ajudarem mas não deram resposta”, diz, adiantando que foi pela população que soube, mais tarde, que tinha lá andado uma máquina da câmara, durante três horas. O que para ele foi insuficiente.O presidente da Câmara de Tomar, António Paiva (PSD), mostrou-se incrédulo com as declarações de Arlindo Nunes. “O presidente da junta deve ler a legislação antes de criticar”, referiu, adiantando que o anterior executivo da Madalena sempre teve uma acção proactiva na limpeza da ribeira. “É pena que o actual presidente não faça o mesmo e se escude na câmara”.O presidente da Junta da Madalena critica também a Refer, referindo que desde a construção dos dois viadutos sobre a linha do Norte, na localidade, que as inundações têm sido maiores. “As manilhas que foram colocadas no viaduto são demasiado pequenas para dar escoamento à água, que segue para a estrada”. Arlindo Nunes diz ter enviado de imediato faxes para a empresa Estradas de Portugal (EP) e para a Refer, dando-lhes conta da situação. “A EP resolveu a questão, já que passado algum tempo a estrada nacional 349-3 já tinha sinalização nas bermas. Da Refer nada recebi até hoje”, diz. O MIRANTE contactou a Refer mas até à hora de fecho desta edição não chegou qualquer esclarecimento.Margarida Cabeleira

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