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Ladrão acorda octogenário para o assaltar

Na periferia do Cartaxo

O assaltante roubou 350 euros que a vítima tinha na carteira para ir comprar uma dentadura nova e ainda levou um cacho de bananas, um pacote de açúcar e uma embalagem de manteiga.

Edição de 31.10.2006 | Sociedade
Joaquim Parente estava a dormir profundamente quando sentiu a cama a abanar. Eram quatro da manhã de quarta-feira, 25 de Outubro. Quando abriu os olhos ficou encandeado pela luz de uma lanterna. O homem que lhe estava a assaltar a casa resolveu acordá-lo para lhe pedir dinheiro empunhando uma navalha. A vítima de 83 anos, que vive sozinho num casal na periferia do Cartaxo, apanhou o maior susto da sua vida. O assaltante entrou pelo quintal e partiu o vidro da janela de uma divisão para se introduzir na casa. Já dentro da habitação, na rua do Moinho Saloio, dirigiu-se ao quarto onde dormia o dono da casa. “Dinheiro ou morte”, terá dito o meliante assim que a vítima abriu os olhos. Antes que o octogenário conseguisse soltar alguma palavra, o ladrão viu um porta-moedas e uma carteira em cima da cómoda, metendo-as ao bolso. A carteira continha 350 euros que estavam guardados para nesse mesmo dia Joaquim ir comprar uma dentadura nova que tinha encomendado. Dentro da cómoda estava um livro de cheques, mas o assaltante não o viu. Entretanto o assaltante começou a vasculhar as outras divisões da casa à procura de mais valores. Nessa altura a vítima tentou fugir saltando uma janela, mas caiu no chão partindo a cabeça. Levou oito pontos quando foi assistido no Hospital de Santarém. Quando o ladrão abandonou a habitação encontrou o reformado, que antes trabalhava na agricultura, no chão ensanguentado e disse-lhe que se contasse a situação a alguém que voltaria para o cortar aos pedaços com a faca. Com ele levou ainda um cacho de bananas, um pacote de açúcar e uma embalagem de manteiga. Quando conseguiu recuperar da queda, o octogenário foi a casa para telefonar a pedir ajuda. Mas o fio do telefone tinha sido cortado. A sorte foi que tinha outro telefone a partir do qual ligou para a filha que o foi socorrer. O neto, que é militar da GNR, alertou o posto do Cartaxo, mas foi a PSP a tomar conta da ocorrência, pois a ocorrência deu-se dentro da sua área de jurisdição. A Polícia está a investigar o caso para tentar encontrar o autor do crime. Joaquim Parente mora no local há cinquenta anos e nunca tinha sido assaltado, apesar de haver nos últimos tempos já ter sido assaltada por mais de uma vez uma vivenda que fica a cerca de cinquenta metros.Se o ladrão for apanhado arrisca-se a ser acusado da prática de um crime de roubo, previsto no Código Penal. Que estabelece uma pena de três a quinze anos de prisão se se verificarem dois requisitos previstos no furto qualificado. Que são: “furtar coisa móvel alheia penetrando em habitação, ainda que móvel, estabelecimento comercial ou industrial ou outro espaço fechado, por arrombamento, escalamento ou chaves falsas”. E “trazendo, no momento do crime, arma aparente ou oculta”, como foi o caso. António Palmeiro

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