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Mais cinco centímetros de muro evitavam cheias em Tomar

Cinco centímetros bastavam para a rua da Levada não ficar submersa cada vez que chove mais intensamente. A Câmara vai avançar para a construção de uma comporta amovível.

Edição de 31.10.2006 | Sociedade
O Instituto da Água (INAG) diz que bastava fazer um muro, cinco centímetros mais alto do que o que ali já existiu antes do alargamento da estrada, para que as águas do rio Nabão não transbordassem para a rua da Levada, como aconteceu na quarta-feira, dia 25 de Outubro.“O problema está já devidamente identificado”, refere António Valério, engenheiro do departamento de cheias do INAG que acompanhou o ministro do Ambiente, Nunes Correia, na visita que este fez nesse dia a Tomar. O responsável adianta ainda que a câmara está a ultimar a solução e que no próximo ano poderá já não haver cheias na rua da Levada.A solução equacionada pelo executivo municipal passa, segundo informação do presidente da câmara, António Paiva (PSD), pela construção de uma estrutura amovível, ao longo de cerca de 300 metros de margem do Nabão, desde a Várzea Pequena até aos edifícios da Mendes Godinho, junto à fonte cibernética.Será uma espécie de comporta murada, que apenas será colocada no Inverno, para prevenção de cheias. Um muro, confirma o presidente, que terá de ser ligeiramente mais alto que o que já existiu na rua da Levada, deitado abaixo aquando do alargamento da via, troço urbano da Estrada Nacional 113, por parte da então Junta Autónoma de Estradas.Uma solução que será complementada com o desvio da conduta de águas pluviais - que hoje deita para o Nabão, junto à Ponte Nova – para a zona do Flecheiro. “Nem todas as cheias da Levada se devem ao transbordo do rio. Na quarta-feira, por exemplo, a rua ficou parcialmente inundada devido ao facto de essa conduta não ter tido capacidade de comportar as águas”, refere António PaivaNo âmbito da requalificação daquela zona, as passagens existentes para a zona dos Lagares d’El Rei e Fundição Tomarense deverão também de subir para deixar passar a corrente. “O ideal é construí-las em arco”, refere o engenheiro do INAG. “As câmaras são responsáveis pela limpeza dos rios nas zonas urbanas, assim como o são nas zonas rurais os proprietários de parcelas de terreno confinantes com linhas de água”, refere ainda António Valério. O responsável do INAG diz que há cerca de quatro anos o organismo fez uma limpeza no troço urbano do rio Nabão “mas porque a câmara o solicitou, devido ao facto de não ter meios para tal”. Só em situações muito excepcionais, diz António Valério, o INAG se substitui às autarquias.“Os utilizadores de parcelas privadas nos leitos ou margens públicas, bem como as entidades que exercem jurisdição sobre margens públicas, devem mantê-las em bom estado de conservação, procedendo à sua limpeza e desobstrução”, refere o artigo 45 da lei 46/94.Margarida Cabeleira

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