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Rotunda “do Palácio” divide povoenses

Rotunda “do Palácio” divide povoenses

Munícipes da Póvoa de Santa Iria alertam

Uma rotunda e um separador central estão a dividir a população da Póvoa de Santa Iria. A Câmara de Vila Franca avança com a obra sustentada por parecer técnico que garante a segurança de quem ali vai circular.

Edição de 31.10.2006 | Sociedade
A construção de uma rotunda perto do Palácio da Quinta da Piedade, junto aos campos de ténis, está a dividir a população da Póvoa que, ora vê na rotunda uma solução para um problema, ora vê nela um novo problema e um esbanjar do dinheiro público.A obra está já em andamento mas a discussão foi novamente lançada quando, na passada quarta-feira, na última reunião da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, o vereador do PSD, Rui Rei, afirmou ter “dúvidas se naquela zona deveria haver uma rotunda”.O vereador justifica a sua dúvida com o facto de a avenida não ser larga o suficiente e de a rotunda estar a ser construída numa curva, o que, a seu ver, não contribuirá para a segurança viária da zona. “É preciso garantir que a curva é feita em condições de segurança e que não digamos depois que a culpa é dos condutores que andam em excesso de velocidade”, alertou Rui Rei.A presidente da autarquia, Maria da Luz Rosinha, anunciou que vai ser também construído um separador central a ligar a nova rotunda à rotunda no topo da avenida Ernest Solvay o que, na sua opinião, “vai resolver o problema do estacionamento dos pesados”.Para Rui Rei a situação é a oposta: “o separador central vai criar um enorme problema de estacionamento na área e é preciso ter em atenção que há comércio na zona”. “É preciso ver se o que se ganha compensa o que se perde”, acrescenta.Os moradores da Póvoa ouvidos por O MIRANTE dividem-se nas opiniões. Maria Pereira passa várias vezes naquele local para levar crianças à escola. Para a moradora, “a rotunda ali na curva não faz sentido”. Maria Pereira chama a atenção para os perigos causados pela obra. Para além do transtorno pelo facto de não poder atravessar na passadeira, há ainda o problema dos buracos no pavimento. “Ainda há pouco tempo estive a falar com o responsável porque abriram ali uns buracos na estrada e os carros só não se partiam por pouco”, queixa-se a moradora. Também Leonor Gonçalves acha que “não tem lógica nenhuma fazer uma rotunda numa curva” e relembra a situação da rotunda do Morgado, construída nas mesmas condições. Os munícipes defendem que há outras prioridades na Póvoa onde as verbas públicas podem ser melhor aplicadas.Por outro lado, José Bento, que ali passava com um grupo de crianças vindas da escola, acha que a rotunda “faz falta até mesmo porque vai alargar o passeio, o que é bom sobretudo para os miúdos que aqui passam a caminho da escola”. Da mesma opinião é Raul Santos, que acha a rotunda “bem feita” naquele local embora não concorde com a construção de um separador central.No que ao separador central diz respeito, os moradores ouvidos por O MIRANTE consideram que “não se justifica” a existência de tal separador. “Esta estrada, tendo dois sentidos, é demasiado estreita para ter um separador central”, justifica Maria Pereira. O vereador do PSD, Rui Rei, considera-se “enganado” uma vez que o projecto do separador central tinha sido posto de parte há mais de dois anos e que agora, acrescenta, “sob a capa de uma rotunda preparam-se para fazer uma outra obra”.Maria da Luz Rosinha afirmou ter pedido um parecer técnico a uma empresa exterior à autarquia que “garantiu que a rotunda vai corresponder às necessidades viárias e de segurança daquela zona”.
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