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Asilo político como assessor para evitar regresso à vida activa

Edição de 08.02.2008 | Entrevista
No início de Setembro, após o senhor lhe ter retirado os pelouros, o Pedro Ribeiro vai para adjunto do secretário de Estado Adjunto e da Justiça, e ex-presidente da câmara do Cartaxo, Conde Rodrigues. Como viu isso?Não me espantou. Houve sempre uma afinidade pessoal entre o Conde Rodrigues e o Pedro Ribeiro. Interpretei a atitude dele como um acto de solidariedade. O dr. Pedro Ribeiro, regressando à sua actividade profissional no banco onde trabalhava ia viver uma situação complicada, para além de sofrer um corte na sua vida política. O dr. Conde Rodrigues entendeu ajudá-lo.A ida para adjunto de Conde Rodrigues foi uma forma de evitar o regresso à sua actividade profissional?! O senhor está a confirmar a existência de asilos políticos dourados.Sem dúvida. Eu não tenho dúvida alguma que o dr. Pedro Ribeiro foi para adjunto do Dr. Conde Rodrigues…Para evitar o regresso à sua actividade profissional.Na vida temos que ser frontais. Se eu me candidatasse contra o líder da minha equipa teria tido uma atitude completamente diferente. Punha imediatamente o meu lugar à disposição. Suspenderia ou renunciaria ao cargo dentro da estrutura autárquica. Mas faria mais. Não aceitaria qualquer forma de asilo político, como lhe chamou. Muito provavelmente regressaria à minha função na banca podendo mais tarde vir a desempenhar funções políticas. Isto tem a ver com uma questão de princípio. Com uma questão ética. O que fazemos na vida representa o que somos. Tem a ver com a nossa estrutura e a nossa identidade. Tem a ver com a nossa personalidade.

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